segunda-feira, 20 de maio de 2013

Partido de Marco Feliciano ganhará pasta no governo do Estado de São Paulo



Imagem extraída de VEJA
Desesperado em buscar apoio à campanha de reeleição em 2014, o Governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, fez uma coalizão com o partido do Deputado Federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias Marco Feliciano, o Partido Social Cristão (PSC), que agregará 27 segundos a cada programa de TV que Alckmin participar na campanha eleitoral gratuita.

Alckmin vai abrir espaço nas secretarias para o partido cristão, mais precisamente no posto de secretário-adjunto do estado. O indicado para ocupar o cargo é o filho do presidente do PSC no estado de São Paulo, que recebe o mesmo nome do pai, Gilberto Nascimento.  O futuro secretário-adjunto ocupa, atualmente, o cargo de Assistente de Gabinete II na Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e, assim que o atual ocupante do cargo, Edmur Mesquita - na secretaria desde o final de 2012 -, for exonerado, Gilberto assumirá o cargo. Gilberto Nascimento Junior, o filho, concorreu, também, a vereador pela cidade de São Paulo em 2012, mas não conseguiu votos suficientes. 

O presidente da sigla no estado paulista, afirmou que, embora Marco Feliciano - considerado por muitos, racista e homofóbico - seja Deputado Federal por São Paulo, não participou em nenhum momento nas negociações, apenas ele e integrantes do alto escalão do Palácio dos Bandeirantes agiram. "Eu é que converso. Estivemos com o Alckmin em 2010 e voltamos a falar com ele agora", disse, segundo a Folha

É fato que o PSC, principalmente Marco Feliciano, possui uma boa base de eleitores, destacando-se, disparadamente, os cristãos. No entanto, temos visto recentemente as diversas polêmicas que giram em torno desse partido. Será que o que importa aos políticos sejam apenas as alianças e o tempo que elas acrescentam? Em que medida a ideologia afeta as decisões? Isto é, realmente segue-se uma norma programática e governamental ou as alianças são criadas de modo meramente pragmático? A política deveria ser encarada de forma séria, valorizando concepções para o bem do país, não apenas visando as eleições e reeleições.

Lígia Ferreira é jornalista e estudiosa de mecanismos sociais.
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