terça-feira, 4 de junho de 2013

Professora afirma se sentir como uma rainha ensinando na Finlândia, país nº1 em educação



Professora Luciana Pölönen. Imagem: Arquivo pessoal/Via G1
Luciana Pölönen, professora brasileira de 26 anos, dá aulas há três na Finlândia, país considerado, segundo diversos rankings - como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), o primeiro lugar em educação no Mundo. É formada em letras pela UFBA. Sua experiência no país europeu pode, em muito, contribuir para esclarecer pontos falhos na educação brasileira, cuja necessidade de reforma é substancial e emergencial. Recentemente, o Brasil ocupou o penúltimo lugar em um ranking de educação envolvendo 40 países.

Segundo Luciana, "Eu me sinto como uma rainha ensinando aqui. Ser professor na Finlândia é ser respeitado diariamente, tanto quanto
qualquer outro profissional! Aqui na Finlândia o sistema é outro, o professor é o pilar da sociedade. No Brasil só dei aulas em cursos, mas estudei em escola pública, sei como é. Sofria bullying, apanhava porque falava o que via de errado e os professores não tinham o respeito dos pais". Para a mesma, segundo afirmado ao G1, o destaque do sistema consiste no treinamento e na liberdade concedidos aos professores. Ainda que haja metas a serem cumpridas, com prazos estabelecidos, o modo de execução é de escolha do professor responsável.

Segundo ela, dá-se destaque ao cultivo da honestidade e da cooperação entre professores, comunidade, alunos e governo, prezando pelo respeito. Os alunos "aprendem o respeito desde pequenos, a honestidade vem em primeiro lugar. As pessoas acreditam umas nas outras e não é necessário mentir. Um professor quando adoece pode se ausentar até três dias. Funciona muito bem."

Quanto à violência e ao bullying, assere que os casos são raríssimos, atribuindo isso a um tratamento individualizado na educação:  "Foram cinco casos de violência no ano, mas para eles é um absurdo, não deveria acontecer. Eles sempre têm um plano para cada tipo de aluno, não é uma única forma para a classe inteira. No final, todos alcançam o mesmo objetivo".

Luciana recebe o equivalente a R$6500,00 por mês. Além do salário, há cursos de aperfeiçoamento sem custo, descontos em diversos estabelecimentos com o uso do "cartão professor", seguro viagem, entre outros.

O que tais informações podem trazer para aclarar problemas típicos do Brasil e de suas escolas, como o bullying, o racismo, as gangues, as drogas, o défice de aprendizado, analfabetismo funcional, desrespeito, desmoralização, evasão escolar e professoral, entre outros?

Lígia Ferreira é analista de sócio-mecanismos.

Com informações de G1, Estadão, Crítica Virtual e Dilton Coutinho.
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