quinta-feira, 4 de julho de 2013

Após postagem contra Renan Calheiros no Facebook, página é censurada e admin é bloqueado



Mensagem de bloqueio enviada ao administrador. Imagem: Reprodução
Durante a onda de protestos que perpassou o país, após realizar uma postagem contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, a página do Movimento Contra Corrupção no Facebook foi censurada e o administrador responsável pela publicação teve seu perfil bloqueado por três dias, além da usual ameaça de exclusão definitiva da participação na rede social.

Imagem bloqueada no Facebook
(a apresentação acima está censurada para evitar bloqueios). Imagem: Reprodução
Na imagem, havia uma caricatura de Renan Calheiros com o corpo de um rato e, abaixo, a frase: "O Brasil quer um Senado ficha limpa. Fora Renan!".

Segundo a equipe responsável pela página, não houve justificativa, por parte do Facebook, no que toca à razão da censura e do bloqueio. "Tais imagens são comuns e nada tem de abusivo, a representação de políticos reprováveis como ratos é frequente e usual entre cartunistas, charges e caricaturas. Ficamos decepcionados com tal atitude, sobretudo por nos desfalcar em um momento crucial, além de cercear nossa liberdade de expressão e opinião política. A intenção é, tão-somente, transmitir, em imagem e de forma simples, a percepção que temos do mesmo, acusado pela Procuradoria-Geral da República de peculato, uso de documentos falsos, crimes ambientais e outros, tendo inclusive renunciado, no passado, para não ser cassado".

Prosseguiu: "Há uma seção em que podemos 'recorrer', mas não houve qualquer resposta e o bloqueio se manteve". Há algumas semanas, a página "Dilma Bolada" foi, também, censurada após uma postagem contra o senador Aécio Neves.

Qual é a sua posição a respeito? Tal censura é justificável e a imagem pode ser considerada abusiva? Renan Calheiros é uma figura pública e deve estar sujeito, devido a suas ações reprováveis, a estas representações, as quais são uma forma de expressão sociopolítica? Comente e contribua para o diálogo democrático.

Lígia Ferreira.


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