segunda-feira, 8 de julho de 2013

Jean Wyllys reclama do salário que recebe como deputado, afirmando que não é excessivo



Deputado Jean Wyllys. Imagem: G+/Arquivo

Em entrevista ao jornalista Marcelo Tas, Jean Wyllys queixou-se do salário que recebem os deputados, afirmando que não é muito e que as pessoas deveriam, em vez de questionar este tema, criticar os salários que recebem empresários de grandes corporações e pastores.

Afirmou que recebe o mesmo valor de quando era professor universitário, não considerando, portanto, a remuneração "excessiva". "Para o tanto que eu trabalho, não é excessiva, tenho de pagar muita coisa, contribuição partidária, imposto (..)  e sobra uns R$15 mil, isso...[expressão de insuficiência]" (em tom de reprovação).

Desviou o tema para os altos e "obscenos" salários pagos a executivos e, ao ser questionado por Tas quanto à origem de tais pagamentos, acusou as isenções fiscais concedidas a grandes empresas. "Essa sociedade não questiona o salário dos executivos e querem questionar o salários dos deputados". Afirmou, nesse contexto, que os valores são "obscenos". 

Durante a entrevista, predominou o tom de reprovação ao salário recebido e em momento algum afirmou ser suficiente, alegando que não é excessivo pela quantidade de trabalho e que receberia a mesma renda de quando era professor (em tom de desaprovação). 

O deputado pareceu ignorar todos os auxílios além do salário, além de, aparentemente, superestimar o salário de um professor universitário, o qual equivaleria, segundo ele, ao de um deputado. Ademais, foi agressivo ao retrucar propostas de redução de salário de políticos, reclamando que os cidadãos "não pensam" no salário de executivos.

Sobre salários de funcionários públicos que receberiam salários acumulados, disse: "(...) acho que pode haver excesso, mas é direito deles também, se a gente não corrigiu isso antes, não sei como vamos fazer agora".

Após tais declarações, concedidas na quinta-feira e publicadas no portal Terra, diversos cidadãos, entre eles cristãos, criticaram a postura de Wyllys no Twitter. Como resposta, afirmou: "Nunca vi, em minha timeline, os 'cristãos' tão preocupados com o salário de um deputado, mas não com os lucros obscenos de seus pastores".

Posteriormente a investigação apresentada por internautas, descobriu-se que Jean Wyllys, além do salário de R$26723,13, recebeu, também, diversos reembolsos - pagos pelo cidadão -, os quais incluem R$200,00 em uma refeição à beira da praia, R$150,00 em uma churrascaria, casas de chopp, cafés em aeroportos, entre outros. Apresentou, também, nos meses de 2013, R$4000,00 por mês de despesas pagas pelo contribuinte apenas em locação de veículos.

Em resposta à repercussão de tais afirmações, Jean Wyllys asseriu que isso decorre de "difamadores burros".

Além do salário, deputados recebem verbas indenizatórias de até R$15.000,00 (para gastos com gasolina, hospedagem, alimentação, entre outros), auxílio-moradia de R$3.000,00, entre R$4000,00 e R$5000,00 em cota postal e telefônica, reembolso ilimitado de gastos com saúde, R$4.000,00 a R$16.000,00 em passagens aéreas, entre outros. Segundo o portal UOL, deputados recebem hoje, entre salário e benefícios, R$142.000,00 por mês. 

Marcelo Camponi.

Com informações de Terra, UOL, Gospel+, Reaconaria.
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