domingo, 1 de setembro de 2013

Após "chute no traseiro", gasto público com Copa subiu R$857 milhões


Jérome Valcke. Imagem: Whitaker/Reuters
O jornal Folha de S. Paulo fez um levantamento e descobriu que desde a polêmica crítica que Jérome Valcke fez em março de 2012, na qual disse que o Brasil precisava "receber um chute no traseiro e entregar a Copa do Mundo", a injeção de dinheiro público nos estádios atingiu R$ 857,3 milhões. 


O governo federal também liberou outros R$ 74,7 milhões a entidades privadas para obtenção de empréstimos em condições especiais. Levantamento da Folha nas 12 sedes do torneio também aponta que, pela primeira vez, o custo das arenas bateu os R$ 8 bilhões. Em 2007, quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa, a estimativa era de US$ 1,1 bilhão (R$ 2,6 bilhões, segundo a cotação atual). 


Em junho, em meio à onda de protestos que tomaram as ruas --muitos contra os gastos da Copa--, a presidente Dilma Rousseff utilizou pronunciamento em rádio e TV para dizer que "o dinheiro do governo federal gasto com arenas é fruto de financiamento", e que seria "devidamente devolvido". Mas 53% desses financiamentos foram destinados a Estados e municípios. Assim, continuarão sendo pagos com recursos públicos. 

As principais autoridades à frente da Copa do Mundo de 2014 se esquivam sobre o crescimento dos gastos públicos e totais das arenas do torneio. "O Ministério do Esporte e o governo federal não têm responsabilidade direta por nenhum dos estádios que estão sendo construídos ou reformados", disse a pasta ao jornal Folha de S. Paulo.

Terra
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