quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Sessão do Senado tem bate-boca ao enterrar CPI da CBF


Imagem: Waldemir Barreto/Agência Senado
Novamente uma tentativa de instalação de uma Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) no Senado para investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi barrada. Nesta terça-feira (5), nove dos 34 parlamentares que prometiam apoio ao requerimento de Mário Couto (PSDB-PA) retiraram suas assinaturas. Assim, como era necessária a presença de 27 senadores, a operação foi "abafada".
 
Irritado, Couto bateu boca no plenário com o senador Zezé Perrella (PDT-MG), ex-presidente do Cruzeiro, que foi acusado de fazer lobby pela retirada de apoio de à CPI. "O senhor não quis a CPI porque o senhor foi presidente de um grande clube no Brasil e precisa da CBF, é ligado a ela, é amigo dele (Marin). Por isso você precisa dele. Senador que retira assinatura não merece o meu respeito! Vossa Excelência passou a noite inteira bisbilhotando para que os senadores retirassem assinatura. Seja homem, não se envergonhe", disse.
 
Perrella admitiu que atendeu pedido do presidente da CBF, José Maria Marin. "Eu não tenho vergonha de dizer que sou (amigo do Marin), senador Mário Couto. Recebi, sim, o telefonema dele. Eu liguei para ele me propondo a fazer isso. Eu sou muito homem, o senhor não me conhece. Me respeite, por favor", afirmou.
 
O ex-presidente da Raposa confirmou que não desejava a criação da comissão. "Nesse momento de Copa do Mundo, entendo que não seria bom fazer uma CPI contra a CBF. Trabalhei para que a CPI não acontecesse sim. Tem 66 senadores nesta casa que não querem CPI", disse o parlamentar.
 
O tucano, por sua vez, disse que, sem a CPI, vai acionar o Ministério Público Federal para investigar a CBF. Couto também prometeu recomeçar a coleta de assinaturas numa nova tentativa para instalar a comissão de inquérito. "Não desisto. Dane-se o Senado. O Senado não quer, dane-se o Senado." 
 
Nomes
 
Couto aproveitou para divulgar os nomes dos nove senadores que retiraram o apoio à criação da CPI: Ivo Cassol (PP-RO), Lobão Filho (PMDB-MA), Wilder Morais (DEM-GO), João Alberto (PMDB-MA), Maria do Carmo Alves (DEM-SE), Clésio Andrade (PMDB-MG), Cícero Lucena (PSDB-PB), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Paulo Davim (PV-RN).
 
O tucano pediu a criação da CPI na semana passada, com o objetivo de apurar o uso abusivo de poder econômico nas eleições da CBF desde o ano 2000 -com foco nas gestões do ex-presidente da instituição Ricardo Teixeira. Ele queria investigar denúncias de que a entidade oferece dinheiro para que as federações estaduais de futebol elejam sua cúpula.

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