sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Aprovação de Dilma é muito maior entre aqueles que recebem Bolsa Família


Imagem: Roberto Stuckert Filho/PR
A aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff sofreu forte queda em junho e está se recuperando de maneira lenta e gradual. Na pesquisa Datafolha de 28 e 29 de novembro, subia a 41%. 

Mas entre os beneficiários do Bolsa Família, o maior programa social da administração federal, a taxa já está 12 pontos acima, em 53%. 


Segundo o Datafolha, esse padrão é recorrente. Numa pesquisa de 6 e 7 de junho passado, ainda sem os efeitos completos das manifestações daquele mês, 67% dos que recebiam as mensalidades do Bolsa Família achavam o governo petista bom ou ótimo --um percentual dez pontos acima da aprovação geral à administração federal, que era de 57%. 

Os levantamentos do Datafolha foram realizados em todo o país e têm uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 

O Datafolha não aplicou a pergunta sobre o Bolsa Família em suas pesquisas nos meses de agosto e outubro. É impossível, portanto, saber como foi a opinião dos beneficiários do programa nesse período nem se a taxa já esteve abaixo dos 53% atuais. 

É importante registrar que essa aprovação da atual presidente entre os que recebem o Bolsa Família é numericamente acima dos 47% desfrutados por Luiz Inácio Lula da Silva nesse mesmo grupo de eleitores no início de fevereiro de 2006, ano em que o antecessor de Dilma foi reeleito. Naquela época, a administração lulista era aprovada por 36% dos brasileiros. 

O Bolsa Família é distribuído para 13,8 milhões de famílias e consome R$ 25 bilhões por ano. Numa conta aproximada, atinge 40 milhões de brasileiros, direta ou indiretamente. O valor do benefício médio mensal é da ordem de R$ 152. 

Assim como na aprovação do governo, o eleitor que recebe o Bolsa Família é sempre muito mais generoso com o Planalto nos cenários eleitorais para 2014. 

Numa disputa entre Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), os percentuais de intenção de voto seriam hoje de 47%, 19% e 11%, respectivamente. Mas entre os beneficiários do Bolsa Família as taxas são de 63%, 12% e 9%. 

LARGA VANTAGEM
 
Em qualquer cenário proposto, Dilma ganharia hoje com larga vantagem a eleição do ano que vem entre os que recebem o estipêndio mensal do Bolsa Família. Seu percentual mínimo é de 55%. 

Nesse mesmo grupo de eleitores, a vitória seria certa num eventual segundo turno, com as taxas de intenção de voto da petista variando de 63% a 73%. 

O Datafolha também apurou que 66% dos brasileiros querem que a maior parte das ações do próximo governo seja diferente do que faz a atual presidente. Entre os que recebem o estipêndio mensal do Bolsa Família, o percentual cai dez pontos e é de 56%.



Imagem: Editoria de Arte/Folhapress

Fernando Rodrigues
Folha de S. Paulo
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