sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dilma reajusta benefícios do INSS abaixo da inflação e empobrece ainda mais os aposentados, relata jornalista


Imagem: Reprodução/Arquivo
O jornalista Ucho Haddad publicou um comentário a respeito da redução ainda maior dos rendimentos dos aposentados brasileiros. Leia abaixo:

Autoridades dos ministérios da Fazenda e da Previdência anunciaram nesta segunda-feira (13), por meio de portaria conjunta publicada no Diário Oficial da União, que os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão reajustados em 5,56%, tendo como data base o último dia 1º de janeiro.
A portaria destaca que, a partir de 1º de janeiro, o salário de benefício e o salário usado como referência para contribuição não poderão ser inferiores a R$ 724,00, valor do novo salário mínimo, como não deverão ser superiores a R$ 4.390,24, novo teto dos pagamentos do INSS. Em 2013, o limite era de R$ 4.159,00.
A inflação oficial, que é uma mentira descomunal, fechou 2013 em 5,91%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, apurado pelo IBGE. É sempre bom lembrar que a inflação real, aquela que os brasileiros enfrentam diuturnamente, atém mesmo quando estão dormindo, já flana com muita tranquilidade na órbita de 20% ao ano, mas os palacianos preferem fingir que isso não existe e que o Brasil é aquele fabuloso país de Alice, o das maravilhas.
O cidadão contribui durante anos a fio para o INSS, mas ao final acaba sendo vilipendiado em seus direitos por um governo de incompetentes, que continuam a levar seguidos dribles da inflação. Os aposentados e pensionistas há muito enfrentam a pobreza decorrente da anorexia dos rendimentos, mas Dilma Rousseff insiste em arruinar aqueles que tanto fizeram para que o Brasil se tornasse uma nação com expectativa de futuro, apesar de todas as suas inúmeras mazelas. Se o governo não sabe como se livra da própria incompetência, que deixe o comando do País nas mãos de quem entende do assunto.
Durante os anos em que engrossou a oposição, o senador Paulo Paim (PT-RS) sempre circulou pelo Congresso Nacional vociferando duras críticas aos que à época ocupavam o poder central. Paim era tão dramático ao fazer sua gazeta, que até um carrinho de supermercado com produtos de primeira necessidade era usado para evidenciar o ínfimo valor do salário mínimo. Com o seu partido instalado no Palácio do Planalto, de onde não quer arredar o pé, Paulo Paim simplesmente adota um silêncio obsequioso quando o assunto é salário mínimo, aposentadorias e pensões.
Marcos Camponi
Folha Política
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