quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Economista publica artigo denunciando mentiras do discurso de fim de ano da presidente Dilma


Dilma Rousseff. Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
O economista Rodrigo Constantino publicou, em seu blog pessoal, acusações contra a presidente Dilma Rousseff, baseando-se no que seriam falsas afirmações constantes de seu último discurso televisivo em 2013. Leia abaixo e deixe sua opinião nos comentários:

A guerra psicológica do governo 
A presidente Dilma fez o último pronunciamento do ano neste domingo. Mais uma peça de ficção, pura propaganda eleitoral. Dilma está mesmo “fazendo o diabo” para vencer as eleições de 2014. Mente deliberadamente ao afirmar que o Brasil é dos poucos países que passaram imunes pela crise. Vive em negação da realidade, ignora os fatos.
Os demais países emergentes crescem mais que o Brasil, com menos inflação. Nossos problemas são todos construídos em casa mesmo, por erros cometidos pelo próprio governo, por equívocos ideológicos e excesso de intervencionismo na economia.

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Dilma enaltece uma das menores taxas de desemprego do mundo, mas nada fala sobre a quantidade enorme e crescente de pessoas que dependem de esmolas estatais para viver. Como pode? Em pleno-emprego mas tendo de gastar cada vez mais com… desempregados?
A presidente afirma que o país combateu a carestia, e que teve responsabilidade fiscal. Em que país vive? Temos uma inflação de 6% ao ano há uma década, sendo que vários preços administrados pelo governo estão congelados. Isso é conter a inflação? Lembrando: a meta, já elevada para padrões internacionais. é 4,5% ao ano!
Responsabilidade fiscal? O superávit foi zerado praticamente! O governo só aumenta gastos, e não consegue poupar nada. Teve de apelar para malabarismos contábeis toscos para entregar algum superávit, ainda assim bem menor do que a meta oficial. Responsabilidade?
Claro, a presidente tocou em dois programas que vai usar como carros-chefe em 2014: Mais Médicos e Minha Casa Minha Vida. Um deles é a confissão de que o PT não foi capaz de investir adequadamente no setor de saúde, e teve de importar escravos cubanos. O outro é uma bolha imobiliária em gestação em nosso país, fomentada pelo próprio governo via Caixa. Mas quem liga para o futuro? Não o PT, que faz o “diabo” para continuar no poder…
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A presidente, sem citar o mensalão, repetiu a falácia do antecessor, de que nunca antes se investigou tanto os “malfeitos”, e que o governo é intolerante com a corrupção. Que piada é essa? Todos os escândalos vieram à tona graças à imprensa, e o governo fez de tudo para dificultar as investigações. E vários envolvidos nos escândalos permaneceram no governo.
Sobre a economia, que patina quase sem sair do lugar, a presidente pensa que vive no Chile ou no Peru. E ainda culpa a própria iniciativa privada pelo desânimo! ”Se alguns setores, seja porque motivo for, instilarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas”, disse.
Guerra psicológica? Os empresários reagem a incentivos, e estes não são os melhores. Ao menos não para aqueles que não contam com subsídios do BNDES. Não tivemos reformas estruturais, a produtividade não cresce, as intervenções arbitrárias do governo geram desconfiança nas regras do jogo. E a presidente fala de guerra psicológica?


Marcos Camponi
Folha Política
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