sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os maiores escândalos envolvendo dinheiro público na Copa de 2014


Imagem: Edson Rodrigues/Secopa-MT
Em 2013, o Brasil viu os estádios ficarem mais caros e o gasto do poder público com as arenas ultrapassar o investimento em obras de mobilidade. Os escândalos que envolvem o dinheiro público na Copa passam por suspeita de ligação de obra com cartel, abandono de cronogramas, isenções fiscais bilionárias.

Às vésperas da Copa das Confederações, as arenas foram ficando mais caras. O Maracanã atingiu R$ 1,23 bilhão; o Mané Garrincha, R$ 1,56 bilhão. Em novembro, relatório mostrou que, ao todo, o custo dos estádios subiu R$ 1 bilhão e superou todo o investimentos em obras de mobilidade. Valor: R$ 8 bilhões é o gasto total com as novas arenas.


Sete meses após ser inaugurado, o Estádio Nacional Mané Garrincha apresentou goteiras em praticamente todo o anel inferior da arquibancada coberta no jogo entre Brasil e Chile pelo Torneio Internacional de Futebol Feminino. Reportagem do UOL Esporte mostrou, em dezembro, que funcionários usavam rodos e placas de piso molhado. Valor: O estádio custou R$ 1,5 bilhão - R$ 209 milhões só na cobertura.


Após os protestos de junho, o uso de dinheiro público na organização da Copa ficou em evidência. Reportagem publicada em junho mostra que a União está investindo R$ 1,1 bilhão nas arenas, contrariando discurso da presidente Dilma Rousseff. Ela disse que não haveria dinheiro público nos estádios. Valor: R$ 1,1 bilhão é o investimento federal nos estádios.


Interceptações telefônicas reveladas pelo UOL Esporte em setembro apontam que o cartel de empresas que teria direcionado concorrências públicas e pago propinas para vencer licitações de trens e metrô em São Paulo agiu também para influir no resultado e no preço da licitação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá, concluída em maio do ano passado. Valor: R$ 1,47 bilhão é o preço do VLT de Cuiabá.


Em novembro, o governo federal revisou a Matriz de Responsabilidades, documento que estabelece os compromissos das três esferas do poder público com obras que devem ficar prontas até junho de 2014. Cerca de 20% dos compromissos já foram abandonados. Na última revisão, 14 obras saíram da lista, como o BRT de Porto Alegre. Valor: R$ 1,2 bilhão é o custo das obras que saíram da Matriz.


Em janeiro, o UOL Esporte mostrou que quem for contratado para prestar serviço durante a Copa do Mundo terá que pagar parte do imposto que caberia à Fifa e suas parceiras. A Fifa foi liberada da cobrança dos tributos pela Lei Geral da Copa. Especialistas calculam que o governo vai perder R$ 1 bilhão com as isenções. Valor: o Brasil deixará de arrecadar R$ 1 bilhão.


À beira da falência e devendo R$ 543 milhões, a Santa Bárbara Engenharia abandonou o consórcio que está construindo a Arena Pantanal, em Cuiabá, em março. A saída da empresa gerou especulações sobre o futuro da obra, que foi assumida pela construtora Mendes Júnior. Valor: a Arena Pantanal custa R$ 525 milhões.


A instalação de cadeiras na Arena Pantanal ficou suspensa por quase três meses depois que reportagem do UOL Esporte mostrou que a empresa contratada para fazer a instalação cobrava um preço muito mais alto por cada assento do que a mesma companhia cobrou em outras arenas. Em setembro, o Ministério Público entrou com ação por suspeita de superfaturamento. Em outubro, o governo fez acordo para ter os assentos por um valor mais baixo. Valor: R$ 18,2 milhões é o valor do contrato para instalação das cadeiras.


O governo do Distrito Federal gastou R$ 2,8 milhões para distribuir mil ingressos para uma lista de VIPs para a partida entre Brasil e Japão na Copa das Confederações, em junho. A lista do governador Agnelo Queiroz incluía políticos, atletas e personalidades do Distrito Federal. Após reportagens do UOL Esporte, o Ministério Público abriu investigação. Valor: R$ 2,8 milhões foram gastos com a lista VIP.


A Secretaria da Copa do Distrito Federal criou um projeto social para fabricar uniformes escolares. Em fevereiro, o UOL Esporte mostrou que o trabalho não seria remunerado. No dia seguinte, o governo voltou atrás e explicou que pagaria R$ 2.000. Em dezembro, nova reportagem mostrou que o pagamento era de R$ 1.000. Por fim, o governo decidiu fazer uniformes com o desenho do Estádio Nacional Mané Garrincha Valor: O custo dos uniformes não foi revelado.


Folha Política com trechos de UOL Esporte
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