domingo, 12 de janeiro de 2014

Petrópolis cancelou carnaval para investir em saúde


Imagem: Naty Castro/Wikimedia Commons
Em 2013, a prefeitura da cidade de Petrópolis cancelou o carnaval na cidade, destinando cerca de R$1 milhão que seriam repassados a escolas de samba para o setor de saúde. Não há informações suficientes a respeito da efetividade e da honestidade da gestão na transferências dos valores posteriormente.

No entanto, republicamos esta matéria como exemplo de conduta para estimular a reflexão, por parte dos leitores, a respeito de possíveis atitudes políticas, por parte de seus representantes, em prol da população.


Petrópolis cancelou carnaval para investir em saúde

Rio de Janeiro - O prefeito de Petrópolis, na região serrana do Rio, Rubens Bomtempo, anunciou que não haverá carnaval na cidade e que os repasses, no valor de R$ 1 milhão, que iriam para o desfile das escolas de samba do município, serão investidos na saúde.

A decisão foi tomada durante reunião com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Juvenil dos Santos, e representantes de escolas e blocos da cidade, que entenderam a situação e concordaram com a providência do governo municipal.
De acordo com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, estruturas como as arquibancadas, por exemplo, não serão montadas, o que não impede que os blocos que queiram sair às ruas desfilem pela Rua do Imperador.
“Não estamos cancelando o carnaval da cidade, só não iremos repassar os recursos, que serão encaminhados para um setor que está em estado de calamidade e precisa de todo o empenho e recursos financeiros. Estamos pensando no bem-estar da população. Tivemos a adesão espontânea das agremiações”, disse Santos.
Outros tradicionais eventos, como o Baile dos Fantasmas e o Banho a Fantasia, estão mantidos, assim como os bailes que ocorrem nos bairros, como Alto da Serra, Praça Pasteur e Pedro do Rio. A Matinê no Obelisco também está mantida. Para garantir a segurança dos foliões que forem para a avenida durante o carnaval acompanhar os blocos, a Guarda Municipal e as polícias Civil e Militar estarão nas ruas.
A diretora de patrimônio da Escola de Samba Independente de Petrópolis, Marilda da Silva Antunes, elogiou a medida tomada pelo prefeito Rubens Bomtempo. “A saúde do município está um caos e precisa de todo o apoio. Não é justo realizarmos uma festa, enquanto os hospitais estão sem leitos e sem remédios”.
Marcos Camponi
Folha Política
Com informações de Agência Brasil, 2013
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