domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ao menos 23 pessoas ficam feridas na Venezuela; governo 'caça' líder oposicionista


Imagem: Jorge Silva/Reuters
Ao menos 23 pessoas ficaram feridas em confrontos entre manifestantes e policiais na madrugada deste domingo (16) na cidade de Chacao, Venezuela, informou a imprensa local. Em ritmo intenso, com inúmeras postagens, usuários do Twitter trocaram informações sobre o paradeiro de jovens, supostamente detidos ao longo da noite e denunciaram suspeitas de “desaparecimento” de manifestantes.



Tropas dispararam gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar cerca de mil manifestantes que acenderam fogueiras com lixo e atiraram pedras em uma parte rica do leste de Caracas. Os manifestantes prometem permanecer nas ruas até que o presidente Nicolás Maduro renuncie, embora não há nenhum sinal de que isso vá acontecer.

Enquanto isso, policiais buscam o líder oposicionista Leopoldo López. Autoridades o acusam de assassinato e terrorismo em conexão com a violência em torno de quatro dias de protestos esporádicos contra o governo, que deixaram três mortos. Policiais foram até a casa de López e de seu pai, buscando o líder da oposição.

O comportamento dos policiais foi "muito civilizado", disse o irmão mais velho de López a um jornal local, e quando descobriram que ele não estava lá, eles partiram.

"Maduro, você é um covarde", disse o irmão mais jovem de López mais tarde no Twitter. "Você não vai fazer com que eu ou a minha família nos curvemos a você. Para minha família: força. Amo vocês."


Desde quarta-feira à noite, López não foi mais visto pela imprensa local. Ele disse a apoiadores no Twitter para continuarem se manifestando, embora pacificamente. Autoridades acusam Leopoldo López de assassinato e terrorismo em conexão com a violência em torno de quatro dias de protestos esporádicos contra o governo, que deixaram três mortos.

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse que os Estados Unidos estão “profundamente preocupados pelas crescentes tensões e violência na Venezuela".

Kerry pediu que o governo de Nicolás Maduro deixasse em liberdade todos os manifestantes que haviam sido detidos e pediu que as partes “trabalhem para restaurar a calma e evitar a violência”.

Com iG São Paulo e Agência Brasil
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