quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Após ameaças, família do humorista Fábio Porchat recorre ao Senado; veja o vídeo



Imagem: Reprodução
A família de Fábio Porchat, do coletivo Porta dos Fundos, recorreu ao Senado para pedir ajuda depois das ameaças que o humorista estaria sofrendo nos últimos dias.

O problema começou depois de Porchat atuar na esquete Dura, na qual ironiza o trabalho de dois policiais militares do Rio de Janeiro. No vídeo, os PMs são humilhados com tapas na cara e extorsão por cidadãos comuns. 

Veja o vídeo: 



O vídeo, que em uma semana chegou a 4,2 milhões de visualizações, rendeu críticas e ameaças ao humorista no Blog do Soldado, uma página não oficial de apoio à PM fluminense. “(...) Esse humoristazinho (sic) de m. achou que pode postar a p. de um vídeo e humilhar toda classe policial militar e que isso fosse ficar por isso mesmo? Está muito enganado, Fábio Porchat. Você não sabe o ódio que despertou em todos nós policiais militares, ao postar essa b. de vídeo", diz o post do último dia 5 no blog que foi retirado do ar na noite de segunda-feira 10. "Não estamos incitando a violência, mas, bem que esse m. (sic) do Fábio Porchat deveria levar umas belas de umas porradas por esta humilhação que proferiu contra os policiais militares."

O pai do humorista, o ex-deputado federal por São Paulo Fábio Porchat, recorreu ao senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder dos tucanos na Casa, para pedir ajuda após ameaças. Dias cobrou dos governos federal e do Rio de Janeiro providências quanto às ameaças sofridas pelo humorista.

“Imagino não ser tão difícil para as autoridades policiais identificarem o responsável ou responsáveis por essas ameaças através do denominado Blog do Soldado. Oficio ao Google, empresa responsável pelo site onde está hospedado o Blog do Soldado, para apurar as violações de direitos humanos e práticas criminosas que estavam sendo feitas via internet”, disse o senador.

Em resposta às ameaças, o humorista do Porto dos Fundos lembrou, em entrevista ao Estado de S.Paulo, que o vídeo é uma “crítica ao policial corrupto, que coage, e não à instituição”. “Não foi uma piada de moleque, Foi um vídeo no maior canal de humor do mundo. Fiquei feliz com a repercussão. A função do humor é justamente essa, propor debate”, ressaltou Porchat.

Carta Capital
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