terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Indústria no governo Dilma tem pior desempenho desde Collor; país sofre 'desindustrialização'


Dilma Rousseff. Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
A indústria brasileira encolheu em média 0,3% ao ano desde 2011, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O setor cresceu 0,4% em 2011, recuou 2,5% em 2012 e recuperou parte das perdas no ano passado, ao avançar 1,2%.

Comparando a evolução da indústria dentro do período de cada um dos recentes presidentes da República, a média anual do governo Dilma Rousseff é a pior desde Fernando Collor de Mello.



O número referente ao período Collor se refere apenas ao ano de 1992, pois a medição da produção industrial pela atual metodologia começou naquele ano.

De toda a série histórica da pesquisa, o ano de maior queda da indústria foi 2009, quando a produção encolheu 7,4%. Na época, o mundo sofria as consequências da crise bancária dos Estados Unidos.

Em 2010, no entanto, a indústria brasileira teve uma forte recuperação, crescendo 10,5% – melhor desempenho desde o início da coleta de dados, em 1992.

Com isso, o crescimento médio do setor ao longo dos oito anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi de 3,2% ao ano. Nos dois mandatos do período Fernando Henrique Cardoso, a alta anual foi de 1,9%. Nos dois anos de Itamar Franco, a indústria cresceu 7,5% ao ano.

Análise

A produção industrial é mais um indicador que confirma o fim do ciclo de crescimento que o Brasil conheceu na década de 2000.

Com exceção do mercado de trabalho, que continua aquecido, a maior parte dos indicadores econômicos apresentou piora nos últimos anos.

A indústria brasileira, especificamente, vem perdendo espaço para outros setores há décadas. O crescimento registrado nas décadas de 1990 e 2000 foi muito inferior ao restante da economia. A decadência se acentuou nos últimos anos.

Em meados da década de 1980, era responsável por 27% do PIB (produto interno bruto) do país. Desde então, a proporção está praticamente em queda livre, como indica o gráfico abaixo, extraído de um estudo recente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).


Sílvio Guedes Crespo
Achados Econômicos Blog
Imagens: Idem
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