sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Suspeitos de serem black blocs são intimados a depor no horário de protesto marcado


Imagem: Divulgação
Aproximadamente 40 suspeitos de serem black blocs foram intimados pela Polícia Civil de São Paulo a comparecerem na tarde deste sábado (22) ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para serem ouvidos no inquérito que apura o vandalismo nas manifestações. A informação foi confirmada ao G1 na tarde desta sexta-feira (21) por interlocutores ligados às forças de segurança do estado. A convocação é obrigatória e seu descumprimento acarretará punição a quem faltar.


Procurada para comentar o assunto, a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) não havia se pronunciado sobre o tema até às 12h40.

Fontes da segurança disseram que a estratégia da polícia de convocar os ativistas no mesmo dia do ato “Não vai ter Copa” é uma maneira de tentar esvaziar o movimento e evitar que eles pratiquem vandalismo. Os manifestantes receberam intimações marcadas por volta das 16h, uma hora antes do protesto contra o mundial de futebol. A manifestação, conclamada pela internet, está marcada para as 17h na Praça da República, região central da capital.

O Comando-Geral da Polícia Militar informou que irá utilizar a “Tropa do Braço”, formada por policiais desarmados e treinados em artes marciais, como o jiu-jítsu, para conter os black blocs. Pela primeira vez, desde junho de 2013, quando as manifestações populares começaram, agentes de segurança uniformizados, com capacetes, cassetetes e algemas irão abordar e retirar das manifestações suspeitos de portarem objetos que possam ser usados em depredações.

No Deic, os suspeitos de serem black blocs serão ouvidos. Terão de prestar depoimento. Alguns já haviam sido detidos em protestos anteriores por suspeita de vandalismo, outros estariam sendo chamados pela primeira vez por postarem comentários em apoio às depredações nas páginas do Black Bloc no Facebook.

O Deic teria obtido da Justiça a quebra dos dados sigilosos dos internautas que participam do site do movimento. Com essas informações, policiais poderiam ter acesso aos endereços dos suspeitos de pregarem a depredação do patrimônio público e privado. Uma das táticas do Black Bloc é a destruição de instituições financeiras e prédios públicos ou privados que representem, respectivamente, o governo, ou empresas multinacionais.

Essa não é a primeira vez que ativistas ligados à tática Black Bloc são chamados a depor no Deic. Em 12 de dezembro de 2013, cerca de 80 suspeitos haviam sido convocados a prestar esclarecimentos no departamento. Os que compareceram foram ouvidos, identificadas e passaram a ser monitorados pela força-tarefa criada pelo governo paulista para acompanhar os protestos. Além da Polícia Civil e PM, o Ministério Público integra o grupo de atuação para coibir o vandalismo nas manifestações.

Kleber Tomaz e Roney Domingos 
G1
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