quinta-feira, 27 de março de 2014

Prometido por Dilma para a Copa de 2014, trem-bala será concluído apenas em 2020


Imagem: Reprodução/Reuters
Percorrer a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro pelo chão em apenas 80 minutos ainda é um sonho distante. Previsto para operar na Copa do Mundo, o trem de alta velocidade (TAV), popularmente chamado de trem-bala, será concluído apenas em 2020 - ou seja, com seis anos de atraso. Para que o novo prazo seja cumprido, o governo pretende realizar a primeira etapa do processo licitatório no primeiro semestre de 2015. 

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A data exata, contudo, ainda não foi estabelecida pela EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Segundo a estatal, criada no fim de 2012, o prazo será anunciado de acordo com a evolução do projeto executivo, dos estudos ambientais e dos estudos relativos às desapropriações. "As novas datas para a realização do processo de licitação da concessão, correspondente à primeira etapa do projeto, estão sendo avaliadas", afirmou a EPL, por meio de uma nota.

A licitação do trem-bala, que prevê a concessão do direito de exploração dos serviços por 40 anos e a escolha da tecnologia a ser implantada, já foi adiada em duas oportunidades. Na primeira, em julho de 2011, o processo não contou com nenhuma empresa interessada. Depois, em agosto do ano passado, o leilão teve apenas uma concorrente: a Alstom, investigada por suspeita de corrupção envolvendo o metrô de São Paulo.

"Ao anunciar o adiamento do cronograma, o governo garantiu a continuidade do projeto de forma a atender às solicitações de potenciais investidores e criar condições de participação de mais empresas, tornando assim o certame mais competitivo", disse a EPL. A previsão inicial, que foi feita quando a presidente Dilma Rousseff ainda era ministra da Casa Civil, era que o meio de transporte estivesse pronto antes do início da Copa. "Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014, para a Copa do Mundo, até porque essa é uma região muito importante em termos de movimentação na Copa", disse Dilma em 2009.

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Agora, sem poder colocar o trem-bala na Copa, nem mesmo nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, o Governo pretende acelerar o processo nos próximos meses. Está prevista para a segunda fase da licitação a contratação da empresa responsável pela infraestrutura do projeto. No total, a implantação do trem-bala deverá custar R$ 35,6 bilhões. A intenção é ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, mas o trajeto original ainda pode sofrer alterações. O trem chegaria a uma velocidade de 320 km/h, transportando mais de 30 milhões de passageiros por ano, segundo as estimativas. 

Diego Salgado
O Estado de S. Paulo
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