terça-feira, 8 de abril de 2014

Para 65% da população, inflação vai aumentar; veja o comentário de economista pela Universidade de Chicago


Imagem: Reprodução/IMIL
O jornalista e economista Paulo Guedes, de O Globo, teceu comentários a respeito da situação econômica brasileira, abordando perspectivas para a inflação e interferências eleitorais. Leia abaixo:


A pesquisa eleitoral do Datafolha registrou uma queda de 44% para 38% nas intenções de voto na presidente Dilma. A derrapagem da economia contribuiu para essa perda de popularidade.
Para 65% da população a inflação vai aumentar, e para 45% o desemprego vai piorar. É visível a deterioração das expectativas quanto à situação econômica ao longo dos últimos 12 meses.
O pessimismo em relação ao futuro próximo aumentou em 14% quanto ao desemprego, em 17% quanto ao poder de compra do salário e em 20% quanto à inflação.
As manifestações de rua do ano passado, atribuídas a um sentimento difuso de desejo de mudanças, tiveram também um gatilho econômico: a alta de preços dos transportes públicos. As defasagens praticadas pelo governo nos reajustes dos preços da energia e dos combustíveis são o reconhecimento de que muitos eleitores votam com o bolso.
Outro tema incontornável é a associação entre os gastos públicos e a corrupção. Pouco importa se no mensalão ou no mensalinho. Se na Petrobras ou no metrô de São Paulo.
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“É impossível submeter a administração do Estado aos interesses da produção nacional sem restabelecer o equilíbrio orçamentário. E como restabelecer o equilíbrio entre a despesa e a receita do Estado sem restringir os gastos estatais, isto é, sem ferir interesses dominantes? Pois são esses interesses que governam e legislam através da Câmara. O déficit do Estado era precisamente o objeto de suas especulações e a fonte principal de seu enriquecimento. As enormes somas que passavam pelas mãos do Estado davam oportunidade para fraudulentos contratos de fornecimento, corrupções, subornos, malversações e ladroeiras de todo jeito. As relações entre a Câmara e o governo se multiplicavam pelas relações entre os órgãos da administração e seus contratados”, registra Marx em ensaio sobre a revolução de 1848 na França.
Levantamento do Estadão Dados e da Transparência Brasil registra que fornecedores da Petrobras doaram pelo menos 1,4 bilhão de reais a 4.792 candidatos nas duas últimas eleições. Quase um terço dos financiamentos das campanhas.
Foram 23% para candidatos e comitês do PSDB e 25% para os do PT nas eleições de 2010. “Isso não significa que a empresa tenha influenciado nas doações nem denota ilegalidade, mas revela seu potencial de alcance político e econômico”, alerta o jornal.
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Lígia Ferreira
Folha Política
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