quinta-feira, 3 de abril de 2014

Vice-chanceler russo sugere ioga para que EUA se esqueçam da Crimeia


Imagem: Reprodução / InSerbia
O vice-chanceler da Rússia, Sergei Ryabkov, disse nesta quinta-feira que as autoridades americanas precisam "se acalmar, talvez fazer um pouco de ioga" para aceitar que a Crimeia é uma parte da Rússia.

Esta é mais uma série de declarações sarcásticas da Rússia em meio à disputa pela região autônoma com a Ucrânia. Nas últimas semanas, autoridades de Moscou e Washington trocaram frases cáusticas para comentar sobre as sanções econômicas devido à crise.

"O que se pode aconselhar aos nossos colegas norte-americanos? Passe mais tempo ao ar livre, pratique ioga, mantenha as dietas de combinação de alimentos, talvez assista a alguns programas de comédia na TV", disse Ryabkov à agência de notícias Interfax.

 
"Isso seria melhor do que se irritar e irritar os outros, sabendo que o navio já partiu. Birras, choro e histeria não vão ajudar."

Para o vice-chanceler, os Estados Unidos estão "obcecados" com a anexação da Crimeia e que, por isso, teria provocado "situações ridículas". Dentre elas, o cancelamento de um encontro de meteorologistas e o fim da cooperação entre a Nasa e a agência espacial russa.

Ele considera que a crise foi provocada por americanos e europeus ao permitir que grupos radicais contrários à Rússia tenham chegado ao poder na Ucrânia. Depois da entrada do novo governo ucraniano, no final de fevereiro, a Crimeia convocou um referendo e decidiu se incorporar ao território russo.

Os países ocidentais e a Ucrânia acreditam que a manobra foi premeditada pela Rússia, que dominou a região no mês de março. Em resposta, aplicaram sanções econômicas a diversas autoridades russas.

GÁS
Nesta quinta, a Rússia voltou a pressionar economicamente a Ucrânia com uma alta de 44% no preço do gás, a segunda alta em três dias. No início da semana, a estatal Gazprom já havia cancelado o desconto de 40% dado aos ucranianos em dezembro.

Para o ministro da Energia ucraniano, Yuri Prodan, a manobra é política. "A economia ucraniana não poderá pagar esse preço pelo gás", disse.

Cerca de 50% do combustível usado pelos ucranianos vêm da Rússia, que tem aumentado a pressão sobre os ucranianos desde a queda do aliado Viktor Yanukovich, em fevereiro.

Folha de S. Paulo
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