domingo, 29 de junho de 2014

Bolívia inverte o sentido de relógios oficiais como forma de demonstrar autonomia e identidade


Imagem: Reprodução/Defesanet
LA PAZ — Muitas pessoas que passaram em frente à Assembleia Legislativa Plurinacional na movimentada Plaza Murillo, em La Paz, estranharam o relógio instalado no prédio do governo. Outras sentiram vertigem. Desde a celebração do novo ano amazônico andino, os ponteiros giram no sentido contrário ao convencional. O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, explicou que a mudança nos relógios oficiais se deve à recuperação da identidade dos bolivianos.


— Estamos no Sul, no momento de resgatar a nossa identidade, e o governo boliviano está recuperando nosso sarawi, que significa caminho (em aimara). De acordo com o nosso sarawi e o nosso Nan (caminho em quéchua), nossos relógios deveriam girar para a esquerda — disse o chanceler.

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Os números romanos do relógio da Assembleia foram substituídos por algarismos arábicos. De um a cinco estão posicionados à esquerda, enquanto de 7 a 11, à direita.

ALTERAR OS POLOS

De acordo com o presidente da Câmara, o deputado Marcelo Elío, o objetivo é “alterar os polos, de modo que o sul esteja no norte e o norte esteja no sul”.

Choquehuanca justificou que “o relógio solar, que é um relógio natural, gira à esquerda no sul e no norte gira para o outro lado”.

Não é a primeira vez que o chanceler Choquehuanca faz declarações que levantam controvérsia. Ele já havia defendido a inclusão de folha de coca no café da manhã das escolas, por se tratar de uma planta milenar na região e com muitos valores nutricionais.

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O Globo com agências internacionais
Editado por Folha Política
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