quarta-feira, 4 de junho de 2014

Deputado flagrado em reunião com membros do PCC diz que suspensão do PT foi 'arbitrária'


Imagem: Ale Frata / Folhapress
O deputado estadual Luiz Moura (PT-SP) avaliou nesta terça-feira (3) como "arbitrária" e "autoritária" decisão da Executiva Estadual do PT de suspendê-lo do partido por 60 dias e de barrar a sua candidatura na disputa eleitoral deste ano. O petista disse que pretende recorrer da medida nas instâncias partidárias e, se ela não for revertida, poderá ingressar com recurso na Justiça Eleitoral.

"É uma decisão completamente arbitrária. Esse não é o partido no qual milito e do qual faço parte. O partido no qual milito respeita a dignidade das pessoas, dá o direito do contraditório e da ampla defesa. As pessoas têm o direito de se defender", afirmou.

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O petista informou que já sabia do desfecho da reunião, promovida nesta segunda-feira (2) pela Executiva Estadual do PT, "três ou quatro dias" antes dela ocorrer. Para ele, o PT não deveria tê-lo suspendido antes de ter ouvido todos os membros do partido.

"Eu já sabia da decisão três ou quatro dias antes pelo próprio presidente, presidente que não fala olhando nos olhos, fala abaixando a cabeça, sem estar convicto do que estava falando", criticou o deputado estadual, em referência ao presidente estadual do PT em São Paulo, Emídio de Souza.

O petista participou nesta terça-feira (3) de reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa. Ela foi convocada depois da apresentação pelo deputado estadual Pedro Tobias (PSDB-SP) de representação na qual pediu a abertura de investigação para apurar as denúncias contra Luiz Moura.

De acordo com investigação da Polícia Civil, o deputado estadual participou em março de reunião, na sede de cooperativa de transportes, na qual estiveram presentes pelo menos 18 membros da facção criminosa PCC. O petista nega envolvimento com a organização criminosa.

Na reunião desta segunda-feira (2), a direção petista também anunciou a abertura de processo disciplinar para averiguar as denúncias contra o petista. Caso seja comprovada a sua relação com criminosos, ele poderá ser expulso do PT.

Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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