quarta-feira, 18 de junho de 2014

Eduardo Campos e Marina Silva não são reconhecidos na Mangueira, no RJ


Imagem: Fábio Teixeira / Folhapress
Em um passeio na manhã desta quarta-feira (18) pelo Morro da Mangueira, o pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos e sua vice Marina Silva foram abordados pela moradora de um prédio abandonado. Acabaram visitando o lugar, um imóvel que pertence ao governo federal e já abrigou uma unidade do IBGE, atualmente em ruínas, infestado por ratos e com lixo por toda a parte. 

Emocionada, Maria Lúcia do Nascimento, 54, desempregada que já trabalhou como cobradora de ônibus, agradeceu a atenção dispensada pelos visitantes. Disse a Marina que votaria nela. 

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"Esqueci o nome dela, mas sei quem ela é. Ela aparece muito na televisão", disse Maria Lúcia, que confundiu Eduardo Campos com outra pessoa. "Conheço ele sim. É o Chiquinho da Mangueira", disse a moradora, se referindo ao ex-deputado estadual do PMDB que angaria votos na região. 

Campos chegou à Mangueira antes das 8h. Foi à casa onde morou Cartola, conversou com moradores, viu de perto o péssimo estado do antigo prédio do IBGE e encerrou a visita no Centro Cultural Cartola, localizado na entrada do Morro. 

"Foi ótimo o encontro. Já conhecia o Miro Teixeira, mas os outros dois (Marina e Campos), não. Gostei deles", disse Arlete da Silva Fialho, 87, a dona Suluca, famosa na comunidade por ser irmã do sambista Delegado. 

Ser conhecido em comunidades pobres pelo país é um dos desafios na candidatura de Campos, que aparece em terceiro lugar em pesquisas de opinião, com intenções de voto oscilando em torno de 10%. 

"Nós somos conhecidos por 25% da população. Temos uma eleição com uma candidata que é 100% conhecida (a presidente Dilma Rousseff) e outros também menos conhecidos. Mas a propaganda eleitoral serve justamente para isso", avaliou Campos. 

Em dia de jogo pela Copa do Mundo no Maracanã, Campos escolheu ir à Mangueira, favela situada nos arredores do estádio. 

APOIO A MIRO TEIXEIRA 

Junto com Marina, ele demonstrou seu apoio à Miro Teixeira (PROS-RJ), pré-candidato ao governo do Rio, que teve seu nome questionado até mesmo dentro do próprio partido. 

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"Estamos aqui confirmando o que já vinha dizendo há mais de 120 dias. No Rio, vamos apoiar a candidatura de Miro para o governo estadual e do Romário para o Senado", disse Campos, ciceroneado por Miro na visita à Mangueira. 

O deputado federal Romário (PSB-RJ) acompanhou parte do passeio e decidiu ir embora. Nos últimos meses, ele foi cortejado por pré-candidatos ao governo do Rio de outros partidos. 

Miro disse que, apesar de não ter permanecido até o fim da visita à Mangueira, Romário apoia sua candidatura. 

"Ficam fazendo intriga. Mas não há intriga que me separe do Romário. Ele hoje alterou sua agenda para estar aqui. Veio para me dar um abraço", disse Miro, que reconheceu as divergências existentes em torno de sua candidatura. 

"Não faço coligação por conta de loteamento de cargos, mas pela discussão de ideias. E discussão de ideias tem ruído mesmo, as divergências aparecem. Faz parte do processo", afirmou Miro.

Fábio Brisolla
Folha de S. Paulo
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