sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quem comprava imóvel de 100.000 reais em 2005, hoje compra apenas de 76.000 reais, diz especialista


São Paulo. Imagem: Reprodução/Cidades Sem Fronteiras
Não é apenas impressão: está mesmo mais difícil adquirir um imóvel nas metrópoles do país. Segundo João da Rocha Lima, do Núcleo de Real State da Escola Politécnica da USP, a capacidade de compra do brasileiro caiu 26% nos últimos oito anos. Ou seja, quem em 2005 podia adquirir um imóvel de 100.000 reais, só conseguiu cobiçar um de 74.000 reais em 2013.



Alguns motivos explicam essa perda. A  inflação acumulada e a alta de preços do mercado imobiliário são os principais. Outra questão é o nível de financiamento, que se manteve estável em torno de 70% do valor do imóvel. Isso significa que, para entrar em um aparamento novo, é preciso ter em mãos 30% do valor dele e assim poder financiar o restante. Só que com a inflação e a alta de preços, a poupança para conseguir dar a entrada ficou mais difícil. Em 2005, era preciso economizar durante seis anos para juntar os 30% necessários. Hoje, leva cerca de doze anos, ou seja, o dobro do tempo.

Para o professor Rocha Lima, esse cenário levou a uma readequação do mercado. “Foi preciso ajustar a oferta de metragem e a de localização. Ou tem-se casas menores bem localizadas ou casas maiores fora dos bairros mais procurados”, diz. Isso explica a proliferação dos studios, nome criado pelo mercado para tornar quitinetes de 30 a 50 metros quadrados mais atraentes.

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Mariana Barros
Blog Cidades Sem Fronteiras/Veja
Editado por Folha Política
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