domingo, 22 de junho de 2014

Romário apoia candidato do PT, mas não sobe em palanque com Dilma


Imagem: Pedro Ladeira / Folhapress
Na eleição presidencial, Dilma Rousseff será a candidata do PT e terá entre seus adversários Eduardo Campos, do PSB. Na disputa pelo governo do Rio, Lindbergh Farias, candidato do PT, será aliado de Romário, que concorre ao Senado pelo PSB. Esta última coligação foi oficializada na tarde deste sábado (21) na convenção regional do PSB do Rio.

O próprio Romário reconheceu que o acordo regional pode provocar certa confusão na cabeça do eleitor.


"Se eu fosse o eleitor e não tivesse conhecimento sobre política, também ficaria [confuso]. Por outro lado, eleitor tem que entender que ninguém faz política sozinho. Essa foi a forma que a gente encontrou para mudar o Rio", disse Romário, após a votação que aprovou a aliança com o PT.

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Na convenção, a coligação entre PSB e PT, que inclui ainda PCdoB e PV, obteve 113 votos favoráveis, contra 24 votos de integrantes do PSB, que defendiam uma candidatura própria ao governo estadual.

Apesar do apoio ao candidato petista na eleição do Rio, Romário disse que, durante a campanha, não vai aparecer no palanque quando houver agenda de Lindbergh ao lado de Dilma Rousseff.

"Eu, com certeza, só estarei no palanque onde estiver o Eduardo", disse Romário.

Lindbergh apareceu no fim da convenção do PSB para cumprimentar seus novos aliados. Mas não foi enfático como Romário quando questionado sobre a possibilidade de subir no palanque, durante a campanha pelo Estado do Rio, ao lado do candidato à Presidência do PSB.

"Vamos conversar ainda sobre isso. Nós do PT faremos campanha para Dilma enquanto o pessoal do PSB e o Romário fazem campanha para Eduardo", explicou Lindbergh.

O petista ressaltou não existir incoerência nesta aliança regional com o PSB.

"Muitas alianças esquisitas estão acontecendo no Brasil, mas não no Rio de Janeiro. Aqui, reunimos partidos de esquerda que sempre estiveram juntos", disse ele.

Satisfeito com o resultado, Lindbergh chegou a provocar o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que pretende concorrer ao Senado.

"Com Romário concorrendo nesta coligação, não acredito que Sérgio Cabral mantenha sua candidatura ao Senado", acrescentou Lindbergh.

Na convenção do diretório regional do PSD, também realizada neste sábado (21), a legenda oficializou seu apoio à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) com Cabral concorrendo ao Senado. Ele compareceu ao encontro do partido aliado.

Fábio Brisolla
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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