domingo, 8 de junho de 2014

Só VIPs da Fifa poderão usar passarela que custou R$109 milhões


Imagem: Márcia Foletto/Agência O Globo
RIO — Apesar de ter sido inaugurada no início do mês passado, com a presença do prefeito Eduardo Paes, do governador Luiz Fernando Pezão e do secretário de Obras, Alexandre Pinto, a passarela que liga o Maracanã à Quinta da Boa Vista, passando por cima da linha férrea, não poderá ser utilizada pelos torcedores para acessar o estádio durante a Copa.


A decisão foi tomada pela Fifa, que desde o fim de maio, e até meados de julho, tem direito ao uso exclusivo do estádio. Segundo a prefeitura, a estrutura, que custou R$ 109,5 milhões, está dentro do perímetro de segurança estabelecido pela Fifa para as proximidades do estádio.


“Esse perímetro entrou em vigor no dia 22 de maio e terminará em 18 de julho. Durante a Copa, a passarela será utilizada apenas por convidados que vão circular entre o Maracanã e a Vila de Hospitalidade da Copa do Mundo, onde ficam os estandes dos patrocinadores do evento”, afirmou a prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa.

Inicialmente, a ideia era construir uma imensa praça elevada, que ganhou o apelido de “praçarela”, mas a proposta elevaria os custos acima dos R$ 200 milhões e exigiria a demolição do antigo prédio do Museu do Índio. Além disso, a praça elevada interferiria no plano de esvaziamento do estádio após as partidas de futebol ou em caso de emergência, já aprovado pela Fifa. Procurada, a entidade não se pronunciou sobre a necessidade de fechar a passarela.

Apesar de ser motivada por questões de segurança, a novidade provocou revolta em quem já utilizava a passarela para caminhar entre os bairros do Maracanã e São Cristóvão. A vice-presidente da Associação de Moradores de Vila Isabel, Ana Tinelli, achou um exagero fechar a passagem para garantir a segurança no entorno do estádio.

Veja também:

— Claro que tinha que abrir. Ia facilitar o trânsito de pessoas. Acho um exagero da Fifa — disse Ana.

O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial da Tijuca (Acit), Claudio Velloso, concorda com a moradora.

— Para a mobilidade daquela área, a passarela é essencial. Não vejo motivo para fechar — afirmou Velloso.

Veja também:

Bruno Amorim
O Globo
Editado por Folha Política
Leia mais notícias do poder e da sociedade em Folha Política
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...