quarta-feira, 18 de junho de 2014

Torcedores derrubam grades e invadem o Maracanã; veja o vídeo


Imagem: Roberto Dias / Folhapress
Cerca de cem torcedores chilenos invadiram o Maracanã para assistir à partida desta quarta-feira (18) entre a sua seleção e a da Espanha, pela 2ª rodada do Grupo B da Copa do Mundo. 



Por volta de uma hora antes do confronto, os torcedores sem ingresso derrubaram as grades no Portão C, próximo à entrada de imprensa. Sem muita força, o obstáculo caiu e dezenas de torcedores entraram correndo. Seguranças particulares responsáveis pelo estádio e a Polícia Militar tiveram dificuldade para conter a invasão inicialmente. Tentaram fechar um segundo portão da área, mas foram empurrados pelos invasores.

Pouco antes do jogo começar, o clima continuava muito tenso no entorno do local, com a presença de milhares de torcedores chilenos sem ingresso, inconformados. A Polícia Militar chamou reforço para tentar conter novas invasões antes do início da partida, às 16h. 

Veja o vídeo:





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Um grupo de cerca de 50 torcedores chilenos invadiu sala de imprensa do Maracanã, onde derrubaram uma parede provisória erguida para isolar o acesso à área interna. Uma torcedora com camisa do Chile machucou o braço quando um vidro foi quebrado. Depois, alguns dos invasores foram pegos por seguranças e colocados sentados em um canto do corredor do estádio. No total, a PM deteve 90 pessoas, todos com a camisa do Chile, já dentro do Maracanã.

Um invasor que usava camisa branca conseguiu entrar no elevador junto à área de imprensa, fugindo da polícia. Alguns dos torcedores conseguiram correr até as arquibancadas, misturando-se ao público. 


Um outro rapaz, que vestia camisa do Chile, conseguiu fugir com uma câmera na mão, dizendo-se jornalista. Ele mostrou um crachá de imprensa, mas não uma credencial da Fifa –o que o autorizaria a ficar no local. Um PM o encaminhou para a fila, mas ele saiu calmamente andando. Quando perceberam, ele já estava fora da área isolada, misturado aos torcedores fora do estádio. 

Uma torcedora detida relatou à Folha que o grupo não tinha conseguido entrar no estádio porque comprou entradas falsas vendidas por um brasileiro. Alguns dos torcedores também disseram aos jornalistas que estavam na porta e acabaram entrando juntos, mas que não haviam quebrado nenhum portão. Um deles tentou convencer um policial militar que só havia entrado para tirar fotos –acabou detido. 

Segundo o COL (Comitê Organizador Local), os chilenos se aglutinaram em frente a um portão de entrada de imprensa e pediram ajuda médica alegando que um um torcedor estava passando mal. O pedido de socorro tinha como objetivo despistar a segurança para tornar mais fácil a invasão. A polícia demorou cerca de 20 minutos para chegar ao local da confusão. 

Após constatar o problema, a Fifa solicitou que a Polícia Militar reforçasse o efetivo nos portões de acesso à arena. Até então, a orientação dada pela Fifa, segundo a Folha apurou, era de que os policiais não ficassem nos portões do estádio, deixando a guarda dos acessos com a empresa privada contratada para cuidar da segurança interna. 

Cristina Grillo, Italo Nogueira, Roberto Dias e Rafael Reis
Folha de S. Paulo
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