segunda-feira, 21 de julho de 2014

Aécio e Dilma começam batalha judicial por causa de aeroporto nas terras de tio do candidato


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
As campanhas dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) decidiram promover uma "guerra" Judicial depois que a Folha publicou que governo de Minas Gerais construiu um aeroporto em propriedade de um tio do tucano desapropriada pelo Estado".


O comitê presidencial de Dilma decidiu entrar na terça-feira (22) com uma representação por improbidade administrativa no Ministério Público de Minas Gerais contra Aécio.

Horas depois, a campanha do presidenciável mineiro contra-atacou: prometeu entrar com uma ação, também nesta terça, por uso da estrutura do governo federal contra o adversário tucano.

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Para o PSDB, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) fez disputa eleitoral ao divulgar uma nota na segunda-feira argumentando que o aeroporto não poderia operar por não ter autorização do órgão.

"A conduta da Anac é vedada pela lei eleitoral, que não permite o uso da estrutura do Estado contra quem quer que seja ou para beneficiar quem quer que seja", afirmou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha de Aécio.

A decisão da campanha de Dilma, antecipada pela Folha nesta segunda, foi tomada pela coordenação jurídica da candidata. Aécio, além de senador, é candidato à Presidência pelo PSDB e principal adversário de Dilma.

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A Folha revelou no domingo que, no fim do segundo mandato de Aécio como governador de Minas Gerais, o Estado gastou quase R$ 14 milhões para construir no município de Cláudio um aeroporto num terreno de Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô do candidato tucano e ex-prefeito da cidade.

A área foi desapropriada pelo Estado antes da execução da obra, mas o tio de Aécio contesta na Justiça o valor proposto pelo governo para a indenização –aproximadamente R$ 1 milhão –, que ainda não foi paga. Com a desapropriação, o Estado obteve a posse do terreno, mas ele só poderá ser registrado em nome do governo após o pagamento.

Andréia Sadi e Natuza Nery
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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