quinta-feira, 31 de julho de 2014

Empresários que organizaram sabatina ficam frustrados com todos os candidatos


Imagem: Divulgação
Em público, elogios. Reservadamente, críticas e reparos ao desempenho de Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) na sabatina da CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta quarta (30).

Na avaliação reservada feita pelos principais empresários presentes ao evento, Dilma "foi bem, mas frustrou porque todos esperavam uma sinalização concreta do que pode ser seu segundo mandato no Planalto e que erros corrigiria no futuro".


Aécio Neves não empolgou na sua fala inicial, segundo os presentes, mas destacou-se no bloco de perguntas e respostas, quando foi muito aplaudido, por demonstrar estar mais preparado para enfrentar os temas econômicos defendidos pelo setor industrial.

Eduardo Campos, de acordo com empresários, fez a melhor oratória dos três, mostrou ser afirmativo, mas, com respostas consideradas genéricas, não teve a mesma desenvoltura ao enfrentar as perguntas da plateia.

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"Todos os candidatos se comprometeram a analisar a agenda da indústria e tocaram em pontos vitais para o setor, como a reforma tributária e a competitividade", disse Robson Andrade, presidente da CNI e anfitrião do evento. Instado a dizer qual dos três conquistou o apoio da indústria, Andrade afirmou que todos deram seu recado e se saíram bem.

Presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan foi outro que evitou se posicionar. "Os três apresentaram de forma positiva suas plataformas para o setor produtivo, vamos avaliá-las, mas nossa entidade não declara apoio formal."

O empresário Jorge Gerdau também não quis se posicionar, mas elogiou os três candidatos. "Todos mostraram bom desempenho e defenderam uma reforma tributária, focando no fim da cumulatividade dos impostos."

Elogiada não só pelo presidente da CNI mas por outros empresários presentes, Dilma deixou também um sentimento de frustração no auditório. Segundo um deles, a presidente cumpriu bem seu papel de defender seu governo, mas ficou devendo ao não detalhar medidas que adotaria para corrigir seus erros.

A avaliação foi a de que, para quem precisa reconquistar o apoio do empresariado, ela até que deu um passo, mas ainda ficou devendo.

A fala do tucano Aécio Neves foi vista como tímida pelos presentes. Segundo um empresário, ele não demonstrou energia de candidato competitivo, mas a maioria aqui está com ele por causa de sua equipe –Armínio Fraga e Antonio Anastasia.

Eduardo Campos foi o oposto. Na avaliação de presentes, o candidato do PSB passa, na sua fala, uma linguagem de grande gestor, mas falta a ele uma equipe que o prepare melhor para discutir o que chamam de "nossas propostas".

Editoria de Arte/Folhapress

Valdo Cruz, Natuza Nery, Ranier Bragon e Renata Agostini
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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