sexta-feira, 25 de julho de 2014

Reinaldo Azevedo afirma que Lula ofereceu até vaga no STF para evitar condenação de Dilma


Imagem: Reprodução / Veja
Em sua coluna na revista Veja, Reinaldo Azevedo relata que Lula tentou interferir no julgamento do TCU relativo à compra da refinaria de Pasadena. O jornalista afirma que Lula chamou pessoalmente o ministro Múcio Monteiro para uma conversa sobre a necessidade de não se condenar ninguém. O ex-presidente teria oferecido uma vaga de ministro do STF a um membro do TCU como moeda de troca. O julgamento resultou na condenação de vários diretores da Petrobras e isentou de responsabilidade todo o conselho administrativo, ao qual pertencia a presidente Dilma. 

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Leia abaixo a íntegra do texto de Reinaldo Azevedo: 

O julgamento do TCU sobre a compra da refinaria de Pasadena entrará para a história como um emblema da ação do PT na gestão ruinosa da Petrobras. Destaco mais uma vez: tratou-se da investigação de uma única operação numa única empresa. Prejuízo: US$ 792 milhões. Imaginem quando o país tiver condições de fazer a devida contabilidade do tamanho do estrago… Ainda chegará a vez de analisar a refinaria de Abreu e Lima, por exemplo.
E olhem que esse relatório do TCU foi negociado, com muitas idas e vindas. Há versões bem mais severas.  Mas já se falou bastante a respeito. O meu ponto agora é outro. Luiz Inácio Lula da Silva, ele mesmo!, tentou pessoalmente interferir no resultado do julgamento do TCU.
Chamou para uma conversa em São Paulo, no que foi atendido, o ministro Múcio Monteiro, que foi titular das Relações Institucionais em seu governo e está hoje no TCU. O chefão petista queria que o seu interlocutor fosse o portador de mensagem sobre a necessidade de não se condenar ninguém. Ele sabe o que disse a Múcio, e Múcio sabe a conversa que manteve com os seus pares de tribunal. Lula, no entanto, não logrou o seu intento.
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Na tentativa de impedir a condenação da operação, acreditem!, até mesmo uma vaga no Supremo Tribunal Federal — vocês leram direito! — passou a circular como moeda de troca. O contemplado seria justamente alguém do TCU. Tivesse se realizado o negócio, creio que a nomeação entraria para o livro de recordes como a mais cara cadeira jamais entregue a um ministro de corte superior no Ocidente. Em reais: teria custado  R$ 1.758.240.000,00.
E esse foi apenas parte do jogo pesado. José Jorge, relator do caso no tribunal, passou a ser ameaçado de forma nada velada com uma avalanche de denúncias envolvendo o seu nome caso insistisse na condenação da operação. Resistiu. Os companheiros não brincam em serviço. Nunca! Também não aprendem nada nem esquecem nada. 
Folha Política
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