sábado, 16 de agosto de 2014

Para PSDB, Marina pode largar com o dobro de votos


Imagem: Reprodução / Spotniks
A difícil decisão sobre o rumo que tomará a campanha do Partido Socialista Brasileiro (PSB), após o falecimento do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, já tem data para começar a ser discutida. Será na segunda-feira, um dia após o enterro do ex-presidenciável, falecido na última quarta (13). A reunião contará com a presença da cúpula do PSB em Recife.


A indicação de Marina é dada como certa, encampada inclusive pelo irmão do ex-presidenciável, o advogado Antonio Campos, que a defendeu publicamente em uma carta aberta, na qual também agradeceu o apoio recebido após a tragédia. A escolha, entretanto, ainda depende da decisão dos partidos que compõem a chapa – especialmente sobre qual seria o nome do candidato a vice com suporto suficiente para Marina prosseguir na campanha. Uma ala do PSB defende que essa vaga seja do irmão de Campos.

Veja também:
Marina na disputa pode ser ruim para Dilma e Aécio, diz Icap
Morte de Eduardo Campos embaralha sucessão presidencial
Dilma sancionou lei que decreta sigilo de investigação de acidentes aéreos
Datafolha e Ibope adiam novas pesquisas após morte de Campos
Tragédia muda cenário eleitoral e causa pânico no mercado financeiro
Candidato ao senado diz que petistas comemoraram morte de Campos e causa polêmica
PSB decide que Marina será a candidata à presidência

Em tempo

A reunião ocorrerá no exato dia em que o instituto Datafolha espera apresentar os resultados da primeira pesquisa pós-acidente. A pesquisa contará com 22 perguntas, dentre as quais um questionamento sobre qual posição o partido deve tomar: lançar Marina Silva, não lançar nenhum candidato, ou apoiar algum dos demais dez presidenciáveis.

A pesquisa deve entrevistar 2884 eleitores, durante sexta-feira e sábado. O resultado será divulgado na segunda-feira (18).

Apoio

Com a provável indicação da ex-senadora Marina Silva para a disputa presidencial, o senador Magno Malta (PR-ES) acredita que os eleitores evangélicos, parcela importante do eleitorado, podem abrir mão da candidatura do Pastor Everaldo (PSC) para apoiar Marina, também evangélica. Segundo Malta, entretanto, o apoio é limitado, pois Marina não se posiciona claramente em alguns aspectos, ao contrário do candidato Everaldo. Sobre os demais eleitores, o senador acredita que Marina represente uma ameaça aos votos de Dilma, e considera que os eleitores de Aécio dificilmente passarão a apoiar Marina. Ele, porém, acredita que a dificuldade de Aécio em participar do 2º turno aumenta com esta mudança no jogo político.

Leia também: 
Eduardo Campos é uma das vítimas de queda de avião em Santos - SP
Homens são detidos soltando fogos de artifício perto de local do acidente que matou Campos
Augusto Nunes critica contradições de Lula sobre Eduardo Campos; veja vídeo
Irmão de Campos defende candidatura de Marina à Presidência
Após morte de Campos, possível aliança entre Marina Silva e Dilma preocupa o mercado financeiro
Recife amanhece falando em 'atentado' contra Eduardo Campos
Quem tem mais medo de Marina: Dilma ou Aécio?
Deputado do PSB diz que resultado sobre caixa-preta é 'muito suspeito'

Largada

Segundo informações de O Globo, a aposta do PSDB é de que Marina largaria na corrida presidencial colada em Aécio Neves, com algo próximo de 15%. Em 2010, disputando a presidência pelo PV, Marina Silva atingiu 19,2% dos votos, algo próximo de 20 milhões de eleitores.

Isto significaria uma diferença de 6% em relação ao que tinha Eduardo Campos na última pesquisa do Ibope. A aposta se da em partes porque Marina possuirá, caso indicada pelo PSB, maior verba de campanha e maior tempo em relação as eleições de 2010. O certo é que nem o staff de Aécio, nem o de Dilma parecem ter condições de dormir tranquilos com tamanha incerteza.

Felippe Hermes 
Spotniks
Editado por Folha Política
Leia mais notícias do poder e da sociedade em Folha Política
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...