quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Alunos da UnB lançam vídeo #EstudaLuciana para rebater Luciana Genro


Imagem: Ramiro Furquim
A entrevista da presidenciável Luciana Genro (PSOL) concedida a Danilo Gentili na semana passada continua repercutindo. Após ser aplaudida nas redes por mandar o apresentador 'estudar mais' sobre comunismo, agora ela é alvo de deboche de um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UnB).


Os alunos, que participam do Instituto Liberal do Centro-Oeste, gravaram um vídeo para rebater um a um os argumentos de Genro pró-socialismo, apresentados no programa The Noite, de Gentili.

Veja o vídeo: 



A presidenciável já tinha recebido outras respostas, como o vídeo da Ficha Social: 





Para quem quer um resumo do vídeo dos estudantes da UnB, seguem as principais defesas do grupo em prol do #EstudaLuciana:

Taxar as grandes fortunas é pior

Luciana Genro quer a taxação das grandes fortunas — acima de R$ 50 milhões. Segundo os estudantes, essa medida não deu certo nos países em que foi adotada. Eles explicam que essa tributação levou à fuga de dinheiro de países como França e Estados Unidos. Como exemplo, citaram Eduardo Saverin, ex-Facebook, e o ator Gerard Depardieu, que abriram mão das respectivas cidadanias para que o Estado não mexesse em seus cofres. "É uma ingenuidade achar que milionários vão ficar parados esperando o Estado tomar seu dinheiro", ironiza um estudante. Com dinheiro saindo do País, há o risco de cair o nível de empregos.
Investir na Bolsa financia a produção

Os alunos afirmam que é uma falácia Genro dizer que o dinheiro hoje vai para o mercado de capitais, em vez de ir para a produção. Enumeram uma série de empresas de alimentos e tecnologia que têm ações na Bolsa. E explicam que investir na Bolsa é financiar a produção dessas companhias. Também dizem que "não existe dinheiro certo" no mercado financeiro, como defende Luciana Genro. Ainda alfinetam o pai dela, o governador Tarso Genro (PT-RS), candidato à reeleição, que tem dinheiro em fundo de investimentos. 

Países livres e capitalistas são mais tolerantes aos gays

Os jovens do Instituto Liberal do Centro-Oeste defendem que socialismo e liberdade, substantivos que figuram no nome do PSOL, são excludentes. Lembram que países capitalistas e livres são mais tolerantes aos gays — minoria acolhida pelo PSOL em suas bandeiras fundamentais.

Renda dos pobres é maior em países capitalistas

Os estudantes usam o ranking mundial de liberdade econômica para comparar como está a renda das pessoas mais pobres em países capitalistas e socialistas.Os dados mostram que, quanto mais empreendedorismo e comércio, os pobres de um país são mais ricos. Portanto, segundo eles, a renda das famílias pobres é maior em países mais livres.

O socialismo não deu certo

Tratado como "utopia concreta" por Luciana Genro, o socialismo não logrou êxito — defendem os jovens do vídeo. Para eles, é praxe os militantes socialistas se referirem a ditadores comunistas pelo nome do regime do ditador, na tentativa de mascarar uma experiência de socialismo que deu errado. É o caso do "stalinismo", na União Soviética, "castrismo", em Cuba, e "chavismo", na Venezuela.

Diego Iraheta
Brasil Post
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