sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Desvios do “Petrolão” seriam equivalentes a 33 “mensalões”


Imagem: Reprodução/Implicante
O Petrolão, escândalo da Petrobras cujos envolvidos foram recentemente delatados por Paulo Roberto Costa, pode ter custado aos cofres públicos o equivalente a 33 mensalões. Segundo levantamento realizado pelo Valor, a área de Abastecimento da empresa investiu R$ 112,39 bilhões entre maio de 2004 e abril de 2012. Desse montante, 3% teriam sido desviados.


Uma fatia de 3% referente à suposta comissão cobrada sobre esse valor chega, portanto, à cifra de R$ 3,37 bilhões. Segundo declaração de Costa à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF), esse seria o percentual da propina paga a políticos por empreiteiras e empresas sobre os valores dos contratos firmados com a Petrobras.

Na delação do ex-diretor de Abastecimento da estatal, aparecem vários nomes de peso, como Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, além de Edison Lobão (PMDB-MA), ministro de Minas e Energia, Ciro Nogueira (PP-PI), Romero Jucá (PMDB-RR), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Roseana Sarney (PMDB-MA) e o ex-candidato Eduardo Campos (PSB), substituído por Marina Silva na corrida presidencial.

Saiba mais:

Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecido nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef.

Alberto Youssef, que tem muitas conexões no meio político, é investigado na operação Lava Jato, que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, de acordo com a Polícia Federal, movimentou cerca de R$ 10 bilhões. Paulo Roberto Costa também é investigado na operação sob a acusação de receber propina do esquema à época que era diretor da Petrobras.

Reportagem veiculada no programa Fantástico, em 13 de abril, mostrou o conteúdo de uma das planilhas da Costa Global apreendidas pela PF. Os documentos mostram que o ex-diretor mantinha um controle detalhado de todas operações que ele intermediava entre a Petrobras, empreiteiras e fornecedores. Numa das planilhas obtidas pelo Fantástico, aparece ao lado do nome das empresas a porcentagem que o ex-diretor da Petrobras receberia caso conseguisse contratos para elas. Em muitos casos, a comissão é de 50%.

Leia também: 

Com trechos de Marlos Ápyus, Implicante
Editado por Folha Política
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