quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Em comunidade do Rio, equipe do "CQC" é intimidada e ameaçada por apoiadores de governador


Imagem: Divulgação/Band
Na tarde desta terça-feira (09), durante uma matéria que estava fazendo para o programa "CQC", da Band, o repórter Guga Noblat e sua equipe foram intimidados por apoiadores do atual governador do Rio e candidato a reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB).


Guga foi cercado por cerca de 15 pessoas com adesivos, que se autointitularam cabos eleitorais do político. O grupo acompanhava a caminhada de Pezão na comunidade Tavares Bastos, uma das mais tranquilas do Rio de Janeiro. Tudo começou quando Guga fez perguntas mais duras à Pezão, citando seus processos na Justiça e colocando também o nome do candidato ao governo Anthony Garotinho (PR).

Veja também:

Um dos homens, que identificou-se presidente da Associação de Moradores do Santo Amaro, que faz parte do complexo de Tavares Bastos, disse que o morro "estava fechado com Pezão" e que os repórteres deviam respeitar: "Você não pode entrar no meu vestiário e fazer o que quiser. Aqui no morro, as regras são diferentes das do asfalto. Tem que respeitar para não ter problema. Se você não respeitar as nossas regras, você vai sofrer aqui".

O homem disse que teria feito a mesma intimidação com Garotinho, quando ele tentou fazer campanha no local: "Pode ver, só tem uma placa de Garotinho por aqui. Tá todo mundo com o Pezão".

O clima ficou mesmo quente quando uma repórter de uma rádio carioca tentou gravar a conversa do rapaz com Guga. A jornalista foi impedida de fazer o registro. Sobre o fato, a assessoria de imprensa de Pezão já se pronunciou, e emitiu o seguinte comunicado: "Pezão respondeu às perguntas feitas pela equipe do 'CQC', sendo acompanhado pela mídia presente, além de filmado e gravado".

Leia também: 
Sininho e outros 'ativistas' presos fazem gesto de mensaleiros e cantam 'sou comunista até morrer'; assista ao vídeo
Acusada de articular atos violentos, professora diz que inquérito é ficção
Pedido de asilo de ativista no Uruguai 'é o primeiro desde a ditadura'

Recentemente, Pezão disse ao TSE que o Rio de Janeiro não precisava de tropas federais para a Eleição, pois a cidade estava pacífica. O auxílio de tropas foi pedido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) depois que a Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro descobriu que em diversas áreas do Rio dominadas pelo tráfico ou milícia, os candidatos estavam com dificuldades para fazer campanha.

Até o momento, Guga Noblat e a Band não comentaram sobre o caso.

Gabriel Vaquer
NaTelinha
Editado por Folha Política
Leia mais notícias do poder e da sociedade em Folha Política
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...