domingo, 5 de outubro de 2014

Em Genebra, Suíça, Dilma fica fora do segundo turno


Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
GENEBRA - Em Genebra, o primeiro turno da eleição termina com a presidente Dilma Rousseff fora do segundo turno. Pelos resultados, o candidato Aécio Neves venceu com 683 votos, contra 568 votos para Marina Silva. Dilma ficou apenas na terceira colocação, com 403 votos. 

As eleições ocorreram em total tranquilidade, com um número de eleitores que surpreendeu. O consulado brasileiro foi obrigado a alugar uma ala do salão de exposições da cidade para poder organizar a votação. Se em 2010 o número de eleitores brasileiros em Genebra não passava de 2 mil, desta vez o número chega a 6 mil pessoas. Mas, até o meio dia de hoje do horário europeu, não existiam filas. No total, cerca de 2 mil eleitores compareceram às urnas, que já foram fechadas. 

Diplomatas, porém, tiveram de retirar do local bandeiras e cartazes que foram colados nos muros da seção eleitoral com o nome da candidata Dilma Rousseff. O Estado presenciou duas pessoas que percorriam o local com fitas adesivas e bandeiras na mão para colar os cartazes. 

Em toda a Europa, uma campanha dos consulados para transferência de título de eleitor e a regularização da situação de milhares de pessoas vez os números de pessoas aptas a votar soltar de forma inédita. Na Espanha, por exemplo, o aumento foi de 100%. Em Londres, a taxa chegou a 140% de incremento em relação a 2010. 

Já em Zurique, eleitores tiveram de aguardar até 2 horas na fila para votar no consulado do Brasil na cidade suíça. A eleição conta com 9,4 mil pessoas inscritas para votar, 50% a mais que em 2010. 

Laura Baron, brasileira que pela primeira vez estaca votando no exterior, confirmou que ficou quase duas horas "numa fila que dava voltas no quarteirão" do consulado brasileiro em Zurique. "Quando deixamos o local, a fila era ainda maior", constatou. Segundo ela, "muita gente se queixou" enquanto esperava para votar. Laura mora na Basileia e teve de viajar até Zurique, o consulado mais próximo.

Jamil Chade
O Estado de S. Paulo
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