segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Juiz rebate insinuação de vazamentos da investigação da Petrobras


Imagem: Reprodução / GGN
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, criticou as insinuações de que houve vazamento do conteúdo do depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef com objetivos eleitorais. De acordo com o juiz, as ações penais da Operação Lava Jato não estão sob segredo de Justiça, e afirmou que o conteúdo dos depoimentos desta semana não tem relação com a delação premiada de Costa e de Youssef.


“Os depoimentos prestados na última audiência na ação penal pública não foram 'vazados' por esta corte de Justiça ou por quem quer que seja. A sua divulgação, ainda que pela imprensa, é um consectário normal do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais em uma ação penal na qual não foi imposto segredo de justiça”, disse o juiz.

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Sérgio Moro autorizou, hoje (10), a Polícia Federal, a Petrobras e a Controladoria-Geral da União (CGU) a abrirem investigações sobre as declarações prestadas. Para tanto, anunciou que irá compartilhar o material da audiência com a estatal, com a CGU e, também, com a CPMI da Petrobras, que investiga no Congresso negócios ilícitos na Petrobras.

Os interrogatórios de Costa e Youssef fazem parte da fase de instrução das ações penais oriundas da Operação Lava Jato. Nesta quarta-feira (08), Costa disse que o PP, PT e PMDB recebiam dinheiro de contratos superfaturados na Petrobras. Youssef disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pressionado por partidos aliados a aceitar a indicação de Costa para a Diretoria de Abastecimento da estatal.

O juiz espera que a Petrobras e a CGu abram processos internos para apurar as denúncias.

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Luiz Nassif
GGN
Editado por Folha Política
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