quarta-feira, 1 de outubro de 2014

'Presidente não pode mentir, isso é desvio de caráter', diz Dilma


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, subiu o tom nos ataques à adversária Marina Silva, do PSB, sobre as votações da então senadora na questão da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Ao final do ato que participou, nesta terça, 30, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, de apoio dos atletas à sua candidatura, Dilma disse que um presidente "não pode mentir".

"Errar é humano, pode até se confundir, mas não pode mentir. Um presidente não pode mentir. Isso é desvio de caráter", disse.


As acusações de Dilma Rousseff sobre Marina Silva tratam da aprovação da lei que regulamentou o imposto após o processo de discussão em plenário durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na época, Marina votou, em mais de uma ocasião, contra a criação do imposto, seguindo o posicionamento da bancada do PT.

Durante o debate entre os presidenciáveis na Band, na sexta, 26, Marina usou a votação da CPMF no Congresso para falar de sua atuação no Senado e disse: "ainda que meu partido [PT] fosse contra".

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No horário eleitoral, a campanha de Dilma Rousseff elaborou uma peça em que diz que Marina "mente".

Marina voltou a ser questionada sobre o tema no debate da Record, no domingo, 28. No ar, ela falou que votou favorável ao imposto, mas para jornalistas, após o encontro, a candidata mudou a versão dizendo ter sido favorável apenas na comissão.

Na segunda (29), o PSB divulgou nota informando que o PT "distorce a realidade e mente sobre a questão da CPMF". O documento segue: " Não houve qualquer alteração no projeto que a Câmara aprovou. O único voto contrário foi do senador Fernando Bezerra (PMDB-RN). A votação foi simbólica, sem registro eletrônico do voto. A bancada do PT no Senado –e Marina era senadora pelo PT no período– foi favorável ao projeto, de maneira contrária ao que decidiram os deputados do partido", completa.

BOLSA DE VALORES

Sobre a queda da Bolsa de Valores a cada pesquisa eleitoral e, principalmente, quando ela sobe nas pesquisas, Dilma Rousseff disse não se importar com isso.

"Que dia é hoje? Hoje é dia 30, certo? O mercado está realizando lucro. Não dou grande importância para isto", afirma Dilma Rousseff.

A presidente também considerou positivo o leilão do 4G realizado nesta terça (30). Para ela, no moimento não se pensa em usar o dinheiro obtido para completar o superavit primário.

"O leilão do 4G foi feito para universalizar a banda larga no país. Qualquer outra consideração, seja para compor o superavit ou não, é secundária. Não há regra de quanto deve render o leilão para ser bem sucedido. Acho R$ 5 bi bem significativo", disse Dilma Rousseff.

Fábio Brisolla e Marco Antônio Martins
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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