quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Vídeo mostra funcionário dos Correios entregando panfletos de Dilma Rousseff; assista


Imagem: Reprodução/Youtube
Um vídeo que começou circular pelas redes sociais mostra um suposto funcionário dos Correios entregando panfletos da candidata Dilma Rousseff pelas ruas de São Paulo. As imagens, compartilhadas na internet, vão ao encontro de denúncias levantadas a partir da matéria do Jornal “Estado de S. Paulo", que revelou um vídeo sugerindo atuação dos Correios em favor da campanha petista em Minas.


Oposição

Na quarta, em ato de campanha em Mogi das Cruzes, São Paulo, Aécio Neves também comentou o assunto. “É absolutamente grave, estarrecedor o que nós estamos assistindo nessa campanha, agora no meu Estado, Minas Gerais. Depois das denúncias, feitas por uma liderança do PT, de que os Correios estavam privilegiando a candidata oficial, agora recebemos denúncias nessas últimas 24 horas de que os Correios em Minas Gerais, durante toda a campanha, não cumpriram com a sua responsabilidade. Cometeram um crime. E não enviaram as correspondências da nossa campanha. Seja do nosso candidato Pimenta da Veiga, seja da nossa candidatura presidencial”.

Aécio afirmou que entrará na Justiça, “responsabilizando criminalmente” o ministro das Comunicações, o presidente dos Correios e superintendentes envolvidos.

Já Marina Silva disse que o caso é reflexo da reeleição, que seria “uma chaga neste país”. Marina disse que a reeleição começou “de forma errada”, em alusão ao escândalo de compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

Denúncias de favorecimento

Apesar de a distribuição não ser ilegal  caso siga todos os trâmites, sendo praticada por todos os candidatos, o volume de panfletos da coligação do PT que recebeu autorização para ser distribuído é bem superior aos demais. Segundo informações do Estadão, os aliados de Dilma Rousseff obtiveram autorização dos Correios para a distribuição de 5,7 milhões de panfletos de campanha. Para os outros candidatos, foram autorizadas 927,7 mil unidades. Além disso, cerca de 4,8 milhões de folders da campanha petista não contariam com a chancela -- uma espécie de selo digital que comprova que o material foi devidamente contratado e pago junto aos Correios. Segundo a empresa, a postagem na modalidade Mala Direta Postal Domiciliária (MDPD) sem a estampa foi feita em "caráter excepcional" por conta de um "erro de produção gráfica".


Veja também:



Pagamento e legalidade

Segundo a Folha, a campanha de Dilma Rousseff garantiu que o serviço foi pago, e, como se trata de um serviço não-continuado, não foi feita nenhuma celebração de contrato. Os pagamentos são realizados por remessa. Em coletiva, a própria presidente afirmou que a denúncia é um factóide. "É um equívoco monumental. Nós pagamos, nós temos nota fiscal, nós contratamos o serviço que os Correios prestam para qualquer entidade", disse.

De acordo com o Guia Comercial de Eleições 2014 dos Correios, para esse tipo de serviço não é necessário fechar contrato e o pagamento deve ser feito à vista. O serviço de distribuição também pode ser utilizado por pessoas físicas, jurídicas e profissionais liberais, não apenas candidatos.

Entretanto, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-CAS) de Campinas estuda entrar com uma ação na Justiça Eleitoral. O órgão afirma que há irregularidade na distribuição sem a chancela e que vários trabalhadores estariam sendo constrangidos por pessoas na rua acusando-os de fazer propaganda eleitoral.


Em nota enviada à Folha, a ECT declarou que "não há nenhum tipo de irregularidade na entrega de material alusivo a esse segmento de negócios", e que o serviço prestado à campanha de Dilma Rousseff foi pago à vista e passou pelo crivo das áreas técnicas. A entrega dos folders sem chancela, por sua vez, teria como objetivo "garantir o melhor atendimento às demandas de mercado e evitar a perda de receita, já que trata-se de um mercado de livre concorrência, com centenas de participantes.

Redação Administradores via Folha de S. Paulo, com Hoje em Dia
Editado por Folha Política
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