quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Convênio entre Governo Bolivariano da Venezuela e MST deve ser investigado, diz líder da oposição


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O líder da Oposição na Câmara dos Deputados, Domingos Sávio (PSDB-MG), apresentou requerimentos em comissões distintas com o objetivo de entender e obter explicações do Governo Federal a respeito do convênio entre o Governo da Venezuela e o MST. Divulgado em primeira mão pelo ministro para Comunidades e Movimentos Sociais da Venezuela, Elias Jaua, e depois pelo jornal “O Globo”, o convênio, como o ministro mesmo definiu, deve “fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista”.



O acordo foi firmado no final do mês passado na sede da Escola Nacional Florestan Fernandes, do movimento sem-terra, em Guararema, a 80 quilômetros de São Paulo. A escola promove cursos de formação política e técnica para movimentos sociais do Brasil e da América Latina. Em discurso em Guararema, Jaua, que foi chanceler do ex-presidente Hugo Chávez, afirmou: “Firmar esse convênio para incrementar a capacidade de intercâmbio de experiências, de formação, para fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista, que é a formação da consciência e da organização do povo para defender o que já foi conquistado e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista”.

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Para o líder, o convênio é um atentado à soberania nacional. “MST não é personalidade jurídica, não pode ser processada, mas pode firmar convênio esdrúxulo com um país com práticas ditatoriais para treinar indivíduos para uma possível revolução socialista no país. É inaceitável que o Governo Federal não trate o assunto com a devida atenção. Precisamos tomar todas as providências cabíveis para salvaguardar o Brasil de ações inescrupulosas”, argumentou.

Os requerimentos foram encaminhados à Comissão de Agricultura pedindo a convocação do ministro da pasta, Miguel Rosseto, à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, para convocar o ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, José Elito, e também o Diretor-Geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza. O líder encaminhou requerimento de informação ao Ministro de Estado das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, sobre a questão.

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