terça-feira, 11 de novembro de 2014

HRW critica atitude de Dilma diante de violações dos direitos na Venezuela


Imagem: Divulgação
A organização Human Rights Watch (HRW) criticou nesta sexta-feira a falta de compromisso do governo em Brasília diante das violações dos direitos humanos na Venezuela, e estimou que a situação persistirá enquanto o Partido dos Trabalhadores estiver no poder.


O peso do Brasil na América do Sul torna impossível o país não se manifestar sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela (...), disse o diretor para a América Latina da Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, em Miami, Flórida.

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"Você pode contar com o apoio do governo chileno, do governo colombiano ou do governo uruguaio, mas nenhum deles conseguirá desenvolver uma política externa independente da posição do Brasil", afirmou Vivanco durante um fórum sobre o estado da democracia na região de Miami Dade College.

Segundo Vivanco, o Brasil é "um país-chave" para atrair a atenção sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela, onde ocorrem "abusos em massa", mas Brasília tem se mantido à margem.

"Parece ser mais um governo voltado para a busca do reconhecimento público, sem qualquer tipo de responsabilidade".

"Acho muito difícil" que a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) "possa ter alguma influência na situação da Venezuela enquanto o PT governar o Brasil", disse Vivanco, recordando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff fizeram campanha para a eleição de Nicolás Maduro, que assumiu a presidência venezuelana em 2013.

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A única maneira de "persuadir o Brasil a mudar sua posição e exercer uma diplomacia consistente com os padrões universais em matéria de direitos humanos" é fazer com que a opinião pública brasileira conheça a situação da Venezuela.

Vivanco acusou na semana passada os governos latino-americanos de manter uma atitude "decepcionante" diante da situação dos direitos humanos na Venezuela, onde este ano uma onda de protestos deixou mais de 40 mortos e centenas de detidos.

Em Miami, Vivanco destacou que na Venezuela não há independência dos poderes e o Executivo concentra "totalmente" as decisões.

"Na Venezuela de hoje (...) não existe instituição democrática alguma capaz (...) de fazer respeitar os direitos e garantir as liberdades públicas que não seja cooptada ou controlada pelo governo" chavista de Nicolás Maduro.

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AFP via Estado de Minas
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