terça-feira, 18 de novembro de 2014

Investigações vão custar R$ 19 milhões à Petrobras, estima Foster


Imagem: Pedro França/Futura Press
As investigações da Petrobras sobre as denúncias da operação Lava Jato vão custar cerca de R$ 19 milhões aos cofres da estatal. Segundo a presidente Graça Foster, o valor de contrato com o escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados é de R$ 6 milhões e o custo dos serviços do escritório Gisbon, Dunn & Crutcher LLP é de US$ 5 milhões. Os dois escritórios foram contratados em outubro pela Petrobras para investigar as denúncias de corrupção levantadas pela operação da Polícia Federal. 


"A gente prevê o trabalho por um período de um ano. Não quer dizer que vai tomar os 365 dias, mas existe um contrato de um ano. É de 6 milhoes de reais da TRW e de 5 milhões de dólares da Gibson", declarou em conferência com analistas e investidores, nesta segunda-feira (17).

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De acordo com Foster, o trabalho dos escritórios contratados ocorre paralelamente às investigações da Polícia Federal na Operação Lava Jato. "São duas atividades em paralelo. Os resultados das investigações e seus efeitos dependem desses dois caminhos".

Investigação e medidas

A contratação dos escritórios foi informada pela Petrobras no mês passado. Segundo a estatal, eles vão investigar as denúncias do ex-diretor de abastecimento da petroleira Paulo Roberto Costa em investigação realizada pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

Segundo a Petrobras, o objetivo da investigação independente é "apurar fatos e circunstâncias que tenham impacto material sobre os negócios da companhia". A empresa já havia anunciado a formação de uma comissão interna de investigação.

Medidas jurídicas para ressarcimento dos suspostos recursos desviados, dos eventuais valores de sobrepreço e pagamento por danos causados à imagem da companhia, também estão entre as decisões adotadas pela administração da estatal.

"Onde houver identificação de prejuízos, nós vamos buscar esses prejuízos. Sobre preço, prejuízo, baixa de resultado, nosso jurídico já vem trabalhando com frentes de trabalho. Vamos buscar os prejuízos e que haja retorno para o caixa da companhia. Vamos buscar receber de volta aquilo que pagamos além do normal", garantiu.

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Cristiane Cardoso
G1
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