quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ministra de Dilma diz que Ipea decidiu segurar dados sobre a miséria e Dilma não sabia da decisão


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse hoje que os dados sobre o número de miseráveis no Brasil foram disponibilizados pelo governo em 18 de setembro. Segundo ela, qualquer entendido poderia ter consultado e feito os cálculos a partir da página do IBGE.


De acordo com dados publicados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no início deste mês, é a primeira vez desde 2003, quando havia 26,24 milhões de brasileiros em situação de miséria, que o indicador registra alta: entre 2012 e 2013, o número passou de 10,08 milhões para 10,45 milhões, crescimento de 3,68%.

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Segundo a ministra, a decisão de publicar esses dados só depois das eleições foi tomada pela diretoria do Ipea no início de agosto, antes mesmo da divulgação do Pnad pelo IBGE em setembro. "Eu não sabia da decisão, muito menos a presidenta."

Trajetória de queda

Tereza Campello disse ainda que a extrema pobreza tem tido uma trajetória de queda 13,6% de extremamente pobres, em 1992, para 4%, em 2013. O número de pobres também diminuiu: 31,4%, em 1992, e 8,8%, em 2013.

O governo argumenta que existe uma flutuação normal e que é preciso observar a margem de erro das pesquisas. Segundo a ministra, não aconteceu nada na economia do País que justificasse a reversão de queda no combate à pobreza: o salário mínimo cresce acima da inflação, a taxa de desemprego está caindo e o bolsa família teve um aumento real. Ela disse ainda que o aumento da inflação não justifica o crescimento do número de miseráveis, senão teria crescido também a taxa de pobres. 


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Noéli Nobre
Agência Câmara
Editado por Folha Política
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