terça-feira, 4 de novembro de 2014

PT convoca militantes para guerra contra quem apoiar o impeachment de Dilma


Imagem: Reprodução/Veja
SÃO PAULO — O PT está convocando a militância virtual “às armas” para combater as crescentes manifestações nas redes sociais pedindo o impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) e a intervenção militar. No último fim de semana, milhares pessoas foram às ruas de São Paulo pedir desde a deposição da presidente a uma intervenção militar para tirar o PT da presidência. O partido pede que os militantes visitem as páginas oficiais do partido e “armem-se” com argumentos para rebater os ataques nas redes e nas ruas.

A campanha foi colocada nas redes sociais da legenda na manhã desta terça-feira. A mensagem postada com o título “Militância, às armas” no perfil oficial do Partidos dos Trabalhadores no Facebook afirma que a vitória da presidente Dilma Rousseff “revelou o desespero de setores que insistem em ignorar a vontade da população". E que os "representantes do atraso" estariam tentando manter o acirramento para desestabilizar o segundo mandato da presidente reeleita no último dia 26 de outubro com 51,64% dos votos.


"Representantes do atraso, verdadeiros fantasmas do passado, eles tentam criar um terceiro turno da disputa eleitoral ao suscitarem sandices como intervenção militar e até o impeachment da presidenta. Esqueceram que o povo não é bobo! Mantenha-se informado em nossos canais e arme-se com argumentos para rebater a ignorância nas redes e nas ruas."

Na segunda-feira, a reunião da direção da Executiva Nacional do PT, realizada em Brasília, definiu estratégias para a legenda após as eleições. Em um documento classificado como "Resolução Política", o PT definiu como uma das prioridades a convocação da militância nas redes para defender o partido.

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"Inconformada com a derrota, a oposição cai no ridículo ao questionar o resultado eleitoral no TSE. Ainda ressentida, insiste na divisão do País e investe contra a normalidade institucional", afirmou o documento elencando como fazer:

"Conclamar a militância a participar dos atos em defesa da democracia e da reforma política, previstos para a semana de 9 a 15 de novembro" e "Priorizar ações de comunicação, fortalecendo nossa agência de notícias, articulando-a com mídias digitais, com ação permanente nas redes sociais. Integrar nossas ações de comunicação com o rico movimento cultural em curso no País amplamente divulgados no site do partido, até a próxima reunião do Diretório Nacional".


Imagem: Reprodução/Facebook
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Nos últimos 10 dias, mais 185 mil menções pedindo a retirada da presidente do cargo foram registradas nas redes sociais. Na segunda-feira após as eleições, 35.983 mensagens nas redes sociais pediam a assinatura de uma petição online pra pedir impeachment. Ontem, foram mais de mil menções.

O GLOBO tentou entrar em contato o PT e até o momento não houve retorno.

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Renato Onofre
O Globo
Editado por Folha Política
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