sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Agência de risco rebaixa nota de crédito da Eletrobras


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Depois da Petrobras, a Eletrobras teve a nota de crédito individual rebaixada, desta vez pela Standard and Poor´s (S&P). A avaliação caiu de BB para BB-.

Essa nota não é a avaliação global de emissor da companhia, principal referência para o mercado, mas representa o risco de gestão da empresa desconsiderando o suporte de seu maior acionista, o governo brasileiro.


A S&P reafirmou as notas de crédito global e em moeda local da Eletrobras, em BBB- e BBB+, respectivamente, e manteve a perspectiva estável como reflexo da nota de crédito soberana brasileira.

A agência vê com quase certeza a probabilidade de a companhia receber suporte adicional do governo brasileiro, pelo papel crítico da Eletrobras como veículo de desenvolvimento do setor elétrico, além de funcionar como agente para programas sociais governamentais e controlar ativos de energia em todo o país.

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A Eletrobras produz 34% da capacidade de geração do Brasil e opera 49% das linhas de transmissão, lembram os analistas Julyana Yokota e Marcelo Schwarz.

Segundo a agência, a revisão do perfil de risco financeiro de agressivo para altamente alavancado (nível elevado de endividamento) reflete indicadores financeiros em 2014 piores do que o esperado, diante do impacto severo da Lei 12.783/2013 sobre as finanças da companhia.

A lei, que antecipou renovações de geração e transmissão visando baratear as tarifas de energia, obrigou a companhia a absorver maior deficit de geração hídrica (GSF, na sigla em inglês), após vender energia no leilão de ajuste A-0 de abril de 2014, em meio ao extenso período de seca no país, que elevou os preços da energia no mercado de curto prazo ao teto de R$ 822 por megawatt-hora durante quase todo 2014.

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