quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Chamado de 'playboyzinho', Aécio rebate lembrando ligação de nome de ministro a assassinato


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Nos últimos dias, o ministro Gilberto Carvalho referiu-se ao senador Aécio Neves como 'playboyzinho', expressando alívio por Neves não ter sido eleito. Em reação, Aécio Neves fez questão de lembrar que, enquanto a acusação de ser um 'playboy' não tem grandes consequências, o ministro tem seu nome ligado a diversos escândalos de corrupção, que teriam levado ao assassinado do prefeito Celso Daniel, até hoje não esclarecido. 
Leia abaixo a coluna de Josias de Souza em que ele comenta as declarações de Aécio Neves e suas implicações para a presidente Dilma: 

O quase ex-ministro petista Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) despertou a ira do tucano Aécio Neves ao referir-se a ele da mesma maneira pejorativa que Lula fizera na campanha: “Playboyzinho”. Em resposta, o ex-presidenciável do PSDB reacendeu as suspeitas que rondam a biografia de Gilbertinho, como Lula o chama, no caso que resultou no assassinato do ex-prefeito petista de Santo André Celso Daniel.

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Gilbertinho falou de Aécio durante a assinatura de convênios com pequenos agricultores familiares. “Eu morria de medo do playboyzinho ganhar a eleição, porque eu tinha clareza que ia acabar essa energia que está aqui nesta sala. Isso não tinha condição de continuar porque não está nesse projeto”, disse o ministro.
Ouvido pela repórter Maria Lima, Aécio foi à jugular: “Os termos que o ministro se referiu a um senador da República e presidente de um partido só confirma sua baixa estatura política. Mesmo depois de 12 anos como ministro, a principal marca da biografia do senhor Gilberto Carvalho será sempre seu envolvimento com as graves denúncias de corrupção em Santo André, que culminaram com o assassinato do prefeito Celso Daniel, ainda não esclarecido.”
Noutro trecho de sua fala aos agricultores familiares, Gilbertinho discorreu sobre as forças da oposição: “Essa gente aqui do governo tem a criatividade e o heroísmo de ficar batalhando internamente, sofrendo perseguição e discriminação por conta disso, sofrendo todo o tipo de acusação de bolivarianismo, de chavismo, de mais um monte de merda que os caras [da oposição] falam…”
E Aécio: “O ministro Gilberto Carvalho tem mesmo razões para ter medo. Temia que se eu fosse eleito, eu iria acabar com a corrupção, colocar ordem no País e acabar com as boquinhas do seu partido, em especial a dele próprio.”

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Ex-candidato a vice na chapa de Aécio Neves, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira mirou abaixo da linha da cintura. “Trata-se de um cafajeste. O fato de um ministro de Estado se referir nesses termos a um senador e presidente de partido reflete bem o baixo nível do governo Dilma. Eu não sei de que ele tinha medo, se Aécio ganhasse. Mas ele sabe onde o rabo dele está preso. Especula-se muito sobre isso.”
Líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy muniu-se de ironia. “O medo do ministro Gilberto Carvalho é que a presidente Dilma Rousseff faça uma delação premiada.”
Tomada pela disposição que exibe nos últimos dias, a oposição reserva para Dilma Rousseff, no seu segundo mandato, uma paz de Oriente Médio.

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Luciana Camargo
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