sábado, 20 de dezembro de 2014

Fim do embargo a Cuba será financiamento da ditadura se não houver abertura, diz Alexandre Borges


Imagem: Reprodução / Facebook
Alexandre Borges, diretor do Instituto Liberal, discute os efeitos da retomada das relações diplomáticas entre Cuba e os EUA. O assunto vem sendo tratado com grande alarde, com a disseminação da informação errônea de que o embargo a Cuba já acabou. 

Para Borges, se não houver contrapartidas relevantes em termos de abertura política e direitos humanos, a queda do embargo a Cuba será apenas mais uma forma de financiamento da ditadura castrista.
Leia abaixo o texto de Alexandre Borges: 

Se abrir relações comerciais com um país é uma arma contra o comunismo, alguém por favor me explique como a China, a Venezuela ou a Rússia, para ficar em exemplos óbvios, continuam ditaduras abjetas mesmo inseridas no mercado global e sem dar o menor sinal de liberalização ou flexibilização dos seus regimes?
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Se as concessões feitas por Barack Obama não pressupõem quaisquer contrapartidas relevantes em termos de abertura política do regime cubano ou respeito mínimo aos direitos humanos na ilha-presídio, elas não servirão exatamente para financiar a ditadura genocida dos Castro e ajudar que seu regime de terror e barbárie se perpetue no poder?
O Brasil contrata milhares de médicos cubanos a peso de ouro e faz obras bilionárias na ilha. Alguém poderia identificar o que isso significou em termos de avanço de uma agenda de democratização do país?
Um dos argumentos mais risíveis a favor do fim do embargo é que ele seria uma "desculpa" dos Castro para a miséria da ilha. E qual ditador não tem desculpas para a miséria do seu povo? Quem impedirá que outras mentiras substituam as anteriores? Façam-me o favor! Dilma e o PT culpam uma "crise internacional" que só existe na cabeça deles pelo crescimento pífio do PIB brasileiro. Como dizia Roberto Campos, "para um socialista, um fracasso é apenas um sucesso mal explicado". Sem mentiras, a esquerda sequer existiria.
Vivemos tempos estranhos em que abrir canais de financiamento de ditaduras é visto como algo positivo e até uma medida "liberal". Em vez de destruir o liberalismo, os socialistas resolveram há décadas esticar o entendimento do que é ser liberal a ponto de que o termo está ficando praticamente irreconhecível. Não custa lembrar que a própria esquerda americana se auto-intitula "liberal".
A economia é apenas um pequeno capítulo da política. O grande patrocinador da idéia absurda de que é a economia, mais especificamente a posse dos "meios de produção", que molda a sociedade, foi Karl Marx. E é impressionante como o velho furunculoso consegue pautar até mesmo adversários com seu framework ideológico.
Por fim, se o fim do embargo fosse ruim para os Castro, por que a esquerda mundial está em festa? É nessas horas que eu lembro do conselho de Nelson Rodrigues aos jovens: "envelheçam!".
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Luciana Camargo
Folha Política
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