terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Só na diretoria de Paulo Roberto Costa, o PT e o PP embolsaram R$ 1,5 bilhão


Imagem: Reprodução / Veja
Com base nos termos do acordo de delação premiada de Paulo Roberto Costa e nos valores a serem devolvidos, Augusto Nunes fez as contas e chegou a um valor mínimo de dinheiro desviado da Petrobras, apenas na diretoria chefiada por Paulo Roberto Costa. Sabendo-se que é possível que Costa ainda esteja escondendo outras informações, e que havia muitas outras diretorias, pode-se imaginar o tamanho do prejuízo causado pelo Petrolão aos cofres públicos. 
Leia abaixo o texto de Augusto Nunes com o cálculo: 

Uma das cláusulas do acordo de delação premiada prevê que Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, entregará à Justiça Federal todo o dinheiro que desviou da estatal. Foram R$ 70 milhões, jurou o executivo no início de outubro, durante o depoimento em que detalhou o funcionamento do esquema criminoso e os critérios que orientavam a distribuição do produto do roubo.
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A cada contrato celebrado pela Petrobras, 2% do valor total ficavam com o PT e 1% era embolsado pelo PP, partido oficialmente responsável pela indicação do diretor nomeado por Lula, que logo passou a chamá-lo de “Paulinho”. “Desse 1% do PP, 60% ia para o partido, 20% era para as despesas operacionais”, contou o depoente. Os 20% restantes eram repartidos entre a trinca que articulava as negociatas, formada pelo falecido deputado José Janene, do PP paranaense, pelo doleiro Alberto Youssef e por Paulinho de Lula.
“Era 70% para mim, em espécie normalmente, e 30% para Youssef ou Janene”, explicou. Baseada na quantia que será devolvida pelo depoente, uma conta simples informa que só na área de Abastecimento e Refino o PP conseguiu pelo menos meio bilhão de reais. Descontadas as comissões dos intermediários (e as despesas com a lavagem do dinheiro), o partido arrecadou, portanto, R$ 350 milhões.
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Como o PT abocanhou o dobro, conclui-se que as duas siglas parceiras desviaram 1,5 bilhão da diretoria comandada por Paulo Roberto Costa. Essa montanha de dinheiro permitiria, por exemplo, a doação de um salário mínimo a todos os 2 milhões de habitantes de  Curitiba, a capital do Estado onde o executivo gatuno nasceu e ingressou (por concurso) na estatal que ajudaria a reduzir a uma usina de maracutaias.
A Polícia Federal calcula que a roubalheira do Petrolão consumiu cerca de R$ 10 bilhões de reais. Ainda não foi revelado, portanto, o destino de R$ 8,5 bilhões. Não faltam corruptos a engaiolar. Tomara que não falte cadeia.

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