quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Guerra nuclear está perto de acontecer na Europa, diz ex-líder soviético Gorbachev


Imagem: Jean-Marc Ferre / ONU
O ex-líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, fez alertas sobre a escalada de tensão na Europa em entrevista à revista alemã Der Spiegel neste final de semana. Segundo ele, a crise na Ucrânia pode levar a uma guerra de grande escala na Europa ou até mesmo em um conflito nuclear. 

Gorbachev, de 83 anos, afirmou enfaticamente: "nós não iremos sobreviver se alguém perder a cabeça na atual tensão". Ele ainda classificou a perda de confiança na relação entre a Rússia e o Ocidente como catastrófica e afirmou que os laços precisam ser "descongelados".

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Ele ainda acusou o Ocidente e a Otan de destruir a estrutura de segurança na Europa. "Nenhum chefe do Kremlin pode ignorar uma coisa dessas", analisou, acrescentando que os Estados Unidos estavam "infelizmente" começando a estabelecer um "mega-império".

Gorbachev ainda acusou a Alemanha de intervir na crise ucraniana e que há "uma grande quantidade de pessoas que querem estar envolvidas em uma nova divisão da Europa". "A Alemanha já tentou expandir sua influência de poder através do Oriente, na Segunda Guerra Mundial. Será que ela precisa realmente de outra lição?", afirmou.

O ex-líder soviético vem alertando por diversas vezes sobre o perigo de uma guerra nuclear:"a situação na Europa e no mundo é extremamente alarmante. O resultado dos acontecimentos que ocorreram nos últimos meses, é uma perda catastrófica de confiança em relações internacionais", disse ele em um artigo do diário russo Rossiyskaya Gazeta, de 11 de dezembro. 

Gorbachev ecoa os comentários feitos pelo investidor bilionário George Soros, que disse na última semana que a Rússia poderia entrar em default se os preços do petróleo continuarem baixos. E ele acha que a Europa deve socorrer Ucrânia, dizendo: "a Europa parece estar perigosamente inconsciente de ser a responsável indireta do ataque militar da Rússia. Ele trata a Ucrânia como apenas mais um país que precisa de assistência financeira, e não como aquele que é importante para a estabilidade do euro, como a Grécia ou a Irlanda. "

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Lara Rizério
Infomoney
Editado por Folha Política
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