quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Presidente do PT diz que o partido vai processar Barusco e qualquer um que acusar o partido


Imagem: Reprodução / UOL
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta quarta-feira (11) em São Paulo que o partido vai entrar com representação cível e criminal contra Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras que acusou a sigla de ter recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propina oriunda de contratos da estatal.

O ex-gerente prestou em novembro depoimento à Polícia Federal em acordo de delação premiada. Segundo Barusco, os valores se referem a propina em 90 contratos da estatal com grandes empresas fechados entre 2003 e 2013, durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O depoimento de Barusco foi divulgado na última quinta-feira (5) no andamento processual da Operação Lava Jato, que investiga esquema de pagamento de propina e evasão de divisas a partir de contratatos da estatal.

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"Nós vamos fazer uma interpelação cível e criminal contra esse bandido chamado Pedro Barusco Filho, que acusa o PT sem provas de ter recebido R$ 200 milhões, não dizendo quando, onde e nem por quem. Isso vai valer para qualquer outro, criminoso ou não, que acuse o PT, sem provas, de cometer atos ilícitos referentes à captação de recursos", disse Falcão.

O presidente do PT informou ainda que o partido encaminhará pedido à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça, pasta a qual a PF é vinculada, para que seja apurado o vazamento de informações referentes à Operação Lava Jato. “O PT também vai pedir para que haja investigação se há vazamento seletivo, e sobre a linha de investigação das autoridades policiais e judiciais", completou.

De acordo com Rui Falcão, o PT fará também uma reclamação disciplinar ao Conselho do Ministério Público para saber se as atitudes que os procuradores têm adotado derivam de seu posicionamento pessoal ou se é parte da linha de investigação do Ministério Público.

"Estamos apelando à consciência democrática e jurídica do país para que se dê um basta neste tipo de processo. São tantos os equívocos que ao final isso pode resultar na própria anulação do processo. Sempre combatemos a corrupção, mas não podemos admitir que se viole o estado democrático de direito. Querem em última instância, lá na frente, privatizar a empresa", declarou.


Conforme o PT já havia afirmado por meio de nota no dia em que o depoimento de Barusco foi divulgado, o presidente do partido voltou a afirmar que todas as contribuições financeiras ecebidas pela sigla são legais.

"Eu tenho certeza de que o tesoureiro do PT nunca botou dinheiro no bolso. Nós nunca recebemos contribuição de propina e todas as nossas constribuições são legais, como devem ser legais as dos outros que também receberam as mesmas contribuições", disse.

Representação na PGR

Nesta quarta-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), entregou à vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, representação na qual a bancada do partido pede o aprofundamento das investigações da Lava Jato no período que antecede a gestão petista no Executivo federal (antes de 2003).

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A representação foi entregue no intervalo da sessão do Supremo Tribunal Federal em uma reunião que durou cerca de cinco minutos. O documento requer a apuração de eventuais desvios cometidos na Petrobras entre 1997 e 2003, anos correspondentes ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

No pedido, o líder do PT cita o depoimento de Pedro Barusco Filho, no qaul o ex-gerente de Engenharia da Petrobras citou que o pagamento de propina na estatal começou em 1997, ano em que ele abriu a sua primeira conta corrente no exterior para receber o valor das propinas.

"Lendo os autos da delação premiada do dr Barusco nós encontramos situações que nos chamaram muito a atenção, porque quando ele diz que começa a montar o seu esquema na Petrobras, ele põe uma data que vem desde 1997. E em todos os momentos, o que estamos preocupados é que para fazer uma investigação à luz do dia, que de fato ponha as cartas na mesa, não se pode omitir absolutamente nada. Qualquer omissão numa hora dessa gera muitas desconfianças", disse Sibá Machado ao deixar o Supremo.

Segundo o deputado petista, o mesmo pedido foi feito para a Polícia Federal e ao Ministério da Justiça. "O que estamos pedindo ao Ministro da Justiça, ao diretor-geral da PF e ao MP é que olhe de volta esse assunto e estamos inclusive apontando perguntas que achávamos que era inevitável que o delegado fizesse e ele não as fez. Então por conta disso estamos muito preocupados. Para uma CPI que vai começar agora querendo pegar um pedaço só da situação, tem que pegar a situação como um todo", destacou.


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Ronney Domingos
G1
Editado por Folha Política
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