quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PSOL diz que Dilma mentiu para população em campanha eleitoral


Imagem: Henrique Arcoverde / G1
Em carta apresentada à imprensa nesta terça-feira (10), a executiva nacional do PSOL acusou a presidente Dilma Rousseff de mentir para a população durante a campanha eleitoral. Segundo o documento do partido, que apresentou uma série de propostas para a política e a economia do país, "ao contrário do que pregou no segundo turno das eleições", Dilma começou 2015 promovendo medidas de ajuste fiscal e "retirada de direitos".


"Ao contrário do que pregou no segundo turno das eleições, Dilma assumiu o programa econômico dos tucanos, mentindo para a população", afirma o documento.

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Presente na reunião, a candidata derrotada do PSOL à presidência da República na eleição de 2014, Luciana Genro, acusou a presidente Dilma de "estelionato eleitoral" e afirmou que os votos que Dilma recebeu no segundo turno "não foram dados para promover o ajuste fiscal" que o governo está promovendo.

Luciana chegou a defender, em um "mundo ideal", novas eleições "que refletissem a vontade do povo". No entanto, questionada por jornalistas sobre a possibilidade de impeachment de Dilma, Luciana afirmou que um pedido que nasce de partidos como o PSDB ou o PMDB, "que não tem absolutamente nenhuma autoridade política para criticar o PT" é "desprezível" para o PSOL.

"Um processo como esse não se faz da noite por dia e muito menos se faz por pedidos de impeachment de um partido vindo como o PSDB ou o PMDB que não tem absolutamente nenhum autoridade política para criticar o PT. São parte do mesmo esquema, são parte do mesmo regime corrupto e apodrecido", disse Luciana.

"Portanto, esse pedido de impeachment, que nasce contaminado por esses partidos que não representam uma alternativa diferente em relação a Dilma, é para nós absolutamente desprezível", afirmou Luciana.

O documento apresentado pelo PSOL apresenta 14 propostas do partido para 2015, entre elas a revogação das medidas provisórias que tornam mais rigoroso o acesso a benefícios como seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, além de uma reforma política com participação da população.

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Petrobras

O partido também criticou a escolha de Ademir Bendine para assumir o comando da Petrobras. O documento classificou o novo presidente como um "tecnocrata do capital financeiro" e afirmou que a escolha de Dilma "coloca em risco o patrimônio" do povo brasileiro.

O PSOL também pediu a punição de todos os envolvidos na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras, além da proibição das empresas investigadas de participarem de licitações da estatal.

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