sexta-feira, 20 de março de 2015

Comparação entre manifestações mostra que os 'movimentos sociais' não representam o povo



Imagem: Reprodução / iG
Rodrigo Constantino, em sua coluna na revista Veja, faz uma comparação entre as manifestações ocorridas no domingo passado em todo o Brasil e as manifestações de ontem, realizadas pelo MTST. Para Constantino, as diferenças entre os protestos são claramente indicativas de que os chamados 'movimentos sociais' não representam a vontade popular. 

Leia abaixo o texto completo: 

Todo o Brasil viu no domingo algo como dois milhões de pessoas saírem às ruas pacificamente para protestar contra o governo. A data escolhida era fim de semana, para não prejudicar nenhum trabalhador. Não houve organização partidária nem centralizada, muito menos recurso público. As bandeiras não eram por privilégios ou mamatas, e sim por menos corrupção, menos impostos, menos intervencionismo estatal, menos PT. Aquela gente toda trabalhadora queria apenas mais liberdade para trabalhar e empreender, produzindo assim riqueza e empregos para o país.
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Agora vamos comparar isso com o que o MTST fez nesta quarta. Meia dúzia de gatos pingados, totalizando não mais do que 300 pessoas no total, resolveram fechar vias importantes em diferentes capitais do país. O movimento conta com organização centralizada, recebe verbas públicas e demanda mais privilégios ainda. Os protestos não são pacíficos: ruas foram fechadas com fogo, impedindo o ir e vir da população. Os atos são claramente de intimidação, de ameaça, uma evidente chantagem para receberem mais verbas estatais ainda.
Não obstante, seus membros se julgam os representantes do povo! Isso mesmo: um deles chegou a dizer que o país não precisa de intervenção militar, mas de intervenção popular. Primeiro, como se as manifestações de domingo tivessem como bandeira mesmo a intervenção militar, algo ridículo que só repete quem não esteve lá ou quem é desonesto. Segundo, como se esses marginais que ateiam fogo bloqueando a passagem dos outros falassem em nome do povo. É muita pretensão, ou muita empulhação.
Misturando as pautas, os invasores que “lutam” por reforma urbana resolveram condenar o ajuste fiscal de Joaquim Levy, indicado ministro da Fazenda pela presidente Dilma. A inclusão do tema na pauta de reivindicações mostra como o MTST, sob a liderança de Guilherme Boulos, nada tem a ver com moradia na prática. Trata-se de um movimento revolucionário político-ideológico, com cores marxistas, que desrespeita o princípio básico da propriedade privada. Essa turma se julga porta-voz do povo, mas nunca recebeu um só voto. São autointitulados representantes dos pobres e oprimidos.
Curiosamente, invasores ilegais que agem na criminalidade acusam as famílias trabalhadoras de classe média que foram às ruas domingo de “golpistas”. Seria cômico, não fosse trágico.

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Luciana Camargo
Folha Política
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