terça-feira, 24 de março de 2015

Está na hora de criar o 'menos ministérios', afirma Renan Calheiros


Imagem: Ed Ferreira / Estadão
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a criticar as medidas econômicas do governo Dilma Rousseff nesta terça-feira, 24. Segundo ele, está na hora de diminuir o tamanho do Estado. "Se nós aplaudimos o Mais Médicos, está na hora do 'menos ministérios'", afirmou.

Renan criticou o excesso de cargos comissionados, indicações políticas e o "aparelhamento" Estado. "Nada mais justo, em tempo de sacrifícios para a sociedade, que o governo dê o exemplo", completou. Desde a semana passada, após os protestos contra o governo, lideranças do PMDB começaram a defender uma reforma administrativa. A estratégia é melhorar a imagem do partido e tentar se dissociar da disputa por cargos.

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Renan pediu humildade para que as dificuldades sejam reconhecidas. "O problema é complexo e não será resolvido como resultado de uma única equação ou de uma visão simplista", avaliou. Na opinião dele, o pacote de ajuste fiscal dificilmente será aprovado como foi enviado ao Parlamento, já que "é recusado pelo conjunto da sociedade e o Legislativo é a caixa de ressonância da sociedade".

Segundo Renan, o trâmite das medidas provisórias (MPs) que mudam regras trabalhistas e previdenciárias será semelhante ao que ocorreu com o reajuste na tabela do Imposto de Renda (IR): com negociação. O presidente do Congresso fez uma série de críticas à gestão federal.

"O fim da desoneração, como quer o governo, será um colapso no aumento da produtividade e do emprego no Brasil", afirmou. "O ajuste é necessário, mas não pode ser um fim em si mesmo", destacou. Renan criticou ainda o que chamou que ajuste "meramente aumentando impostos e tomando poder de compra da população".

As afirmações foram feitas em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde Renan recebeu a Agenda Legislativa da Indústria, documento com sugestões do setor para permitir melhorias no ambiente de negócios. De acordo com o presidente do Senado, uma negociação foi iniciada para que a Casa e a Câmara definam uma pauta expressa que priorize as "urgências nacionais" na economia.

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Bernardo Caram
O Estado de S. Paulo
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